Todas as minhas Bíblias

CHEGOU O DIA! Tivemos, nos últimos meses, a conversão de dois ícones pop, Kanye West e Carolina Haine. E, como vocês têm em primeira mão o contato com essa que vos fala, acabei de fazer uma categoria nesse blog para assuntos ligados a Cristianismo. Para começar a falar sobre isso, não posso deixar de mostrar as minhas amadas e tão utilizadas Bíblias.

Eu sempre gostei muito de ler. Desde que eu tenho 14 ou 15 anos, não consigo lembrar de algum momento em que eu estivesse sem ler nenhum livro. A “culpa” (do bem, claro!) é dos meus pais. Desde que eu era criança, ficar sem ler não era uma possibilidade. Meu pai sempre me perguntava “que livro você está lendo?”, e ai de mim se não tivesse resposta. À minha mãe, atribuo o melhor incentivo de todos, o financeiro. Se eu pedisse alguma roupa, bolsa ou maquiagem, ela dizia não. Se eu pedisse livros, poderia ser um valor muito maior que o valor de outros objetos, mas ela sempre comprava todos. E o simples hábito de leitura, que os meus pais construíram em mim desde cedo, sempre me beneficiou em muitos momentos. Se eu estou interessada em aprender algum assunto novo, eu até consumo conteúdos como vídeos e podcasts, mas a leitura de um livro SEMPRE vai ser prioridade.

Esse hábito de leitura foi uma bênção, pois acho que eu fui a nova convertida mais empolgada por leitura que você consegue imaginar. Não só li muitos livros cristãos (inclusive, meu muito obrigada à Joyce e Jenny pela paciência, pelo amor e por me emprestarem livros), mas fui direto na fonte. Uma das reclamações mais recorrentes sobre a leitura da Bíblia é a linguagem arcaica. Eu mesma achei por um momento que iria paralisar diante do texto e não entender nada. Para essas pessoas, eu dou a dica de ter mais de uma tradução disponível, assim, você pode comparar o que está escrito e isso facilita muito o entendimento.

Bíblia Ave Maria

Apresento a vocês a minha primeiríssima Bíblia! Quando eu comprei, não fazia nem ideia de que tradução era um negócio todo importante. Literalmente escolhi porque a capa era rosa. Resultado: comprei uma edição que ninguém gosta, nem os meus amigos católicos. kkkkk

Para não deixar a pobrezinha em desvantagem, eu gosto muito do papel dela. O papel usado nas Bíblias católicas em geral me agrada muito mais. É uma folha amarela, em contraste com a folha branca das edições protestantes. Além disso, ele é um pouco mais amigável de rabiscar. Não, nenhuma Bíblia vai permitir que você use marca-texto. Nem tom pastel. Eu tentei e não deu certo. Mas aquele modelo em gel da Faber-Castell é perfeito, uso em todas as minhas Bíblias e não atravessa a folha. Outra coisa que eu gosto muito de usar é caneta gel pastel para sublinhar.

Eu gosto bastante da linguagem usada nessa tradução, me lembra um pouco a famosa Almeida Revista e Atualizada. Só fiquei um pouco triste que ninguém usa essa Bíblia além de senhorinhas fazendo devocional em casa, então não adianta levar pra missa nem culto.

Bíblia NVI Bilíngue

A minha segunda “biblinha” foi um presente de Natal de eu mesma para eu mesma. É ÓBVIO que eu iria comprar uma edição em inglês, né? E quando eu vi essa capa, me apaixonei na mesma hora. Colei uns adesivos porque ainda tava nessa vibe da customização, mas acho que hoje eu não colaria nada nela. Ela é muito linda, minimalista, amo.

A tradução NVI não é a melhor de todas, mas eu achei o máximo que ela seja “equivalente” da NIV e quis mesmo assim. Além disso, eu estava frequentando os cultos da Bridges Church, uma igreja internacional aqui em Brasília. (Inclusive, saudades! Amo essa igreja)

Eu sou apaixonada por essa Bíblia e ela sempre me ajuda, pois uma das minhas dificuldades no começo da caminhada cristã era traduzir o famoso “crentês” para os meus irmãos na fé americanos. Então, por mais que a tradução seja coloquial demais para uso nas igrejas, é uma ótima ferramenta de estudo e devocional. Além disso, começar a ler a Bíblia em português já é difícil, eu não iria conseguir ir direto para uma King James.

Bíblia Almeida Revista e Atualizada

Depois de um mês nessa jornada lendo a Bíblia (a jornada cristã em si começou um pouco antes, se vocês quiserem, eu posso fazer um post contando o meu testemunho), é claro que uma hora eu senti falta de ter a versão mais lida e conhecida: a Almeida Revista e Atualizada. João Ferreira de Almeida é o cara responsável pela tradução da Bíblia em português, mas confesso que eu nem sabia que a versão “original” do trabalho dele era a Almeida Revista e Corrigida. A Almeida Revista e Atualizada é uma versão levemente mais amigável de ler.

Todas as igrejas protestantes que eu conheço (tá bom, todas é um número extenso demais) utilizam no culto a Almeida Revista e Atualizada. A exceção fica por conta de algumas igrejas pentecostais, como a Assembleia de Deus, que usa a Almeida Revista e Corrigida. A minha Almeidinha foi comprada direto da fonte, a SBB, e é uma edição extremamente simples. O papel é fininho, como daqueles exemplares de Novo Testamento que os Gideões distribuem nas escolas. A melhor parte é que eu paguei apenas 10 reais nela. DEZ REAIS! Por um livro de capa dura. Achei muito digno. E fiquei feliz com o preço também, afinal, se tem uma coisa que eu descobri durante esse tempo é que Bíblia é um negócio caro.

Bíblia A Mensagem

Essa Bíblia é a definição do SÓ DEUS PODE ME JULGAR. E Deus provavelmente nesse momento está me julgando. Todo mundo está me julgando. Você que está lendo este post neste exato momento está me julgando. Mas tudo bem, eu deixo. Em doses homeopáticas.

A Mensagem na verdade não deveria se chamar bem uma Bíblia, mas é um projeto que gosto muito. O livro trata-se de uma adaptação, uma tradução parafraseada, do pastor Eugene Peterson. Eugene, em seu ministério, sentia muita dificuldade em instigar nos fiéis a vontade de ler e interpretar as Escrituras. Pelo o que pude perceber lendo esse livro, Eugene Peterson não quis apenas trazer a Bíblia em uma linguagem contemporânea, mas tornar o texto bíblico algo poético e que faça sentido de ser lido como um livro comum.

O resultado disso para mim? EU AMEI. Mas é claro que a leitura de A Mensagem não substitui e jamais substituirá a leitura da Bíblia de fato. Como recurso extra, gosto bastante. Não pode ser o único recurso, mas acredito que o livro nem se proponha a isso, visto que o autor coloca um pouco de sua própria visão no texto.

Bíblia de Estudo NVT

Em 2018, 9 em cada 10 crentes recomendavam a tradução NVT. A Roberta Vicente, uma das minhas youtubers favoritas, sempre usava a versão NVT em seus vídeos. A premissa de ser um texto em linguagem contemporânea, porém fiel às Escrituras, me deixou completamente inquieta até que eu pusesse as minhas mãos nele. E, felizmente, ganhei dos meus padrinhos essa linda e luxuosa versão de estudo.

Essa é a minha primeiríssima Bíblia de estudo, então eu quis adquirir a versão que todos estavam dizendo ser completíssima. Vi reviews que falavam que era a mais completa Bíblia de estudo em português. Se isso é verdade, eu não sei… Mas estou muito feliz com ela. Ela contém mapas, concordância, notas de rodapé completíssimas, introduções bem elaboradas e até sugestões de leitura.

A tradução NVT me conquistou muito para uma função um tanto específica: evangelizar a família e amigos rs. Se eu abrisse uma bíblia Almeida e lesse para algumas pessoas, elas simplesmente rolariam os olhos e ignorariam o meu comentário. Mas, quando eu leio na NVT, as pessoas ficam surpresas de como é fácil entender o Evangelho. A NVI até cumpre bem esse papel, mas eu concordo com as pessoas que dizem que a NVT é mais fiel ao texto original.

E, além disso… Essa é a capa de Bíblia mais linda do mundo! Não há o que questionar.

Bíblia de Jerusalém

Ok, a partir daqui, teologia deixou de ser uma “brincadeira” e começou a ficar sério. Primeiro porque eu criei raízes na minha atual igreja, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. E aí adquiri uma Bíblia que, embora ecumênica, é usada praticamente por católicos.

Eu não sabia ainda qual era a tradução usada nos cultos. Daí fui descobrir que em alguns lugares é a NTLH e, na catedral que eu frequento, a Edição Pastoral. Descobri, porém, que em São Paulo eles utilizam a TEB (Tradução Ecumênica Brasileira), que nunca li, mas só de ser ecumênica me parece uma boa escolha.

A Bíblia de Jerusalém é uma amada e idolatrada, salve salve. Une todas as tribos que nem o Norvana. Assim como a NVT de estudo, traz concordância, notas de rodapé e introduções belíssimas. Na verdade, ela é uma tradução da tradução, e sempre me deixa meio bugada como é que a ~melhor tradução da Bíblia~ para o português é uma tradução do francês.

Bíblia Pastoral

Aqui com a famigerada Bíblia da discórdia. Comprei por dois motivos: o primeiro era a curiosidade de saber se as notas de rodapé eram tão ruins assim. O segundo motivo era para acompanhar o culto na igreja.

As notas de rodapé são um tanto bizarras. Seguem a teologia da libertação, que na teoria é legal, mas chega um momento que o autor delas parece querer chutar o balde e te falar “olha colega larga esse livro e vai ler Marx”.

A tradução em si é boa, e fico feliz que a escolha da catedral seja pela Pastoral em vez da NTLH. Como diz o nome, Pastoral, é uma tradução muito amigável para evangelizar e coordenar grupos de jovens. O equivalente protestante dessa Bíblia seria a NAA ou a NVT.

O material dela e da Bíblia de Jerusalém são exatamente os mesmos, da capa à folha amarelada que muito me agrada.

The Green Bible NSRV

E agora chegamos à minha primeira Bíblia em inglês que foi de fato publicada no exterior. Essa é a The Green Bible, uma edição ecológica com capa de tecido e frases em verde destacadas ao longo do texto. Eu ganhei ela de uma pessoa muito especial, a Rachel (não sei se ela está lendo esse post com um tradutor, mas, Rachel, thank you so much for everything!). Conversando sobre a minha dificuldade de traduzir alguns termos igrejeiros para o inglês, eu disse que queria muito saber qual tradução em inglês era boa para estudar a Bíblia. Eis que ela gentilmente me cedeu a Bíblia que ela tinha consigo.

A Green Bible é produzida na tradução NSRV, que descobri ser a tradução usada pela Episcopal Church (igreja anglicana nos EUA). Não sei se todas seguem um padrão ou se é como aqui no Brasil. Sei que na Inglaterra a tradução oficial é a King James. Eu que lute para conseguir ler a Bíblia no inglês de Shakespeare.

Bíblia Verdadeira Identidade NAA

Ok, já tinha Bíblia de todo tipo: católica e protestante, erudita e coloquial, de estudos ou simples, em inglês e em português. Não precisava de mais nenhuma, né?

Confesso que quem plantou em mim a sementinha do “preciso dessa nova Bíblia” foram as meninas do Bible journaling. Essa Bíblia tem espaços dos lados que são ótimos para escrever ou desenhar. Para mim, a parte de escrever já vai ser uma ajuda e tanto nos estudos.

A tradução dela, Nova Almeida Atualizada, é uma atualização da atualização da Almeida Revista e Atualizada. Pelo o que li até agora… Estou apaixonada nessa tradução. Acho que gosto mais dela até que da NVT. É, novamente, uma tradução mais contemporânea sem distorcer completamente a essência bíblica.

Além da Verdadeira Identidade, temos no mercado brasileiro a Sua Bíblia NVI da Thomas Nelson (que é linda, mas eu não queria mais uma NVI).

E acabou… Ufa! Por enquanto. Eu poderia fazer um outro post inteiro sobre Bíblias que quero mas ainda não adquiri.

Espero que meu post tenha acrescentado algo na sua vida!

Abraços,
Carol

Como começou a minha busca pessoal por Jesus Cristo


Imagens de momentos devocionais retiradas do meu Instagram, segue lá! @carolinahaine

Oi, gente. Tudo bem com vocês? Comigo sim! 🙂

Eu sei que não sou (e provavelmente nunca vou ser) a melhor pessoa para dar qualquer tipo de aconselhamento espiritual. Então, gostaria de dizer, logo no início desse post, que ESTOU ESCREVENDO A PESSOAS QUE SE INTERESSEM PELO ASSUNTO. Ou seja: não venho evangelizar ninguém, não quero forçar minhas convicções pessoais em ninguém, este é um post apenas para trazer informações do cristianismo a pessoas que se interessem pelo cristianismo. Se essa não é a sua praia, tudo bem! Tem vários outros posts aqui no blog que você pode se interessar. Confere aí! 😉

Eu não existiria como cristã em um mundo em que não existisse o livro Cristianismo puro e simples, do C. S. Lewis. E acho importante falar isso para todo mundo, ou seja, divulgar e enaltecer a palavra desse livro. Trata-se de uma coletânea de programas de rádio que o C. S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, fez para a BBC durante a Segunda Guerra Mundial, como uma forma de fortalecer a fé e a esperança no povo em tempos tão difíceis como aquele. E eu pessoalmente estava vivendo momentos muito duros internamente, então esse livro me abraçou e caiu como uma luva para o que eu precisava ler.

O que eu achei mais legal nesse livro é que ele passa muito longe de ideias rasas e pré-concebidas sobre cristianismo que as pessoas costumam ter. É um livro bastante profundo e detalhado em temas como fé, moral, razão e caridade. Agora, se eu fosse escolher a passagem que mais me impactou, com certeza foi esta aqui:

“Todos os dias são ‘agora’ aos olhos de Deus. Ele não se lembra de que ontem você fez isto e aquilo; simplesmente vê você fazer essas coisas, porque, embora você tenha perdido para sempre o dia de ontem, ele não perdeu. Ele não ‘antevê’ você fazendo isto e aquilo amanhã, simplesmente vê você fazendo essas coisas, pois, embora o amanhã ainda não exista para você, já existe para ele.”

Apesar de ser uma ideia que faça muito sentido, ele deixa bem claro que não é unanimidade e não é aceita por todos os cristãos. Mas, para mim, é uma ideia perfeitamente razoável e que faz muito mais sentido do que colocar Deus como “um homenzinho nos observando de longe”. Deus, de acordo com essa ideia, é um conceito, algo abstrato demais para se limitar à nossa existência condicionada ao calendário.

Então eu li Cristianismo puro e simples. E esse livro me deixou com muita vontade de conhecer melhor a cosmovisão cristã. Obviamente, para chegar ao meu objetivo, eu precisava ler um livro: A Bíblia.

Na verdade, a Bíblia não é UM livro. Ela é um conjunto de livros. E esse conjunto de livros não precisa ser lido na ordem sequencial. Essas foram coisas que eu aprendi enquanto pesquisava sobre o assunto. Também descobri que a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante diferem no número de livros. São 66 livros adotados pelos protestantes, enquanto 7 livros a mais são adotados pelos católicos. Como eu não queria ficar de fora e queria ler TUDO que tenho direito, adquiri a minha primeira Bíblia na versão Ave Maria. E, já que minha Bíblia é católica, procurei um plano de leitura católico: este aqui. Também recomendo dar uma olhada neste aqui (seja você católico ou protestante).

Como eu não me contento em estudar somente uma visão da coisa (rs), também fui atrás de estudar por fontes protestantes. E assim, adquiri minha outra Bíblia: a versão NVI (português) + NIV (inglês). É uma Bíblia linda e que comprei pensando em levá-la para o culto, já que estou participando de um estudo bíblico em inglês. Mas confesso que estou sonhando com uma versão NVT de estudo linda, mas que custa muito caro. 🙁

Descobri que tanto os católicos quanto os protestantes recomendam começar a leitura pelo Evangelho de João, pois este vai direto ao ponto sobre quem era Jesus Cristo e quais eram os seus milagres. Aliás, falando nisso… Antes que algumas pessoas venham zombar com coisas tipo “ah como vc acredita em andar sobre as águas?”… Galera, existe uma figura de linguagem muito interessante chamada METÁFORA. Quando você se torna ciente disso, a leitura de qualquer livro torna-se mais interessante.

Bom, galera, eh isto por enquanto. Eu pretendo falar mais sobre o assunto conforme eu for aprendendo em futuros posts. Beijo, tchau!