Resenha: Indian Chai (Twinings)

Sexta passada não teve a famosa Resenha de Chás do blog, mas eu venho compensar com um tipo de chá que vocês adoram! O Chai é um chá preto originário da Índia acrescido de especiarias, com uma proeminência especial de canela, o que o faz um chá bastante saboroso e aromático para ser consumido até mesmo sem açúcar. No entanto, seu estrelismo total vai para a mistura de chai + leite + açúcar, que é como a bebida costuma ser servida. Eu já havia provado desse mesmo blend da Twinings em outra oportunidade, mas devo confessar que é um sabor bastante difícil de achar em supermercados.

Indian Chai puro

A minha forma favorita de consumir qualquer tipo de chá é pura e simples: apenas a erva e a água. Mas não pense que esse meu gosto surgiu da noite para o dia. Foi um hábito que eu ia alimentando aos poucos, dia após dia. No começo, eu tomava tudo bastante adoçado com açúcar. Depois, troquei para o adoçante (tem gente que não suporta adoçante… para mim funcionou, mas reconheço que é horrível mesmo). O que me fez driblar o sabor forte e enjoativo do adoçante foi diminuir a quantidade. E assim, naturalmente, eu fui diminuindo as gotas até chegar a zero. Também tomo café sem absolutamente nada para adoçar. As pessoas me olham estranho, até julgam um pouco, mas eu garanto a vocês que vale muito a pena. Dessa forma, você pode aproveitar o máximo sabor das bebidas sem interferências: os chás se tornaram muito mais deliciosos para mim, e mesmo o café, que não costuma ser minha preferência, está muito mais prazeroso de tomar.

A exceção para essa minha “regra” é quando a mistura envolve leite!

Indian Chai com leite

O leite faz a coisa mudar de figura para mim: se vou tomar café com leite ou chá com leite, acrescento açúcar. Claro que não vou enfiar o pote inteiro, igual algumas pessoas fazem, mas acho que a mistura faz muito mais sentido com um pouco de doce. Para o Chai, não seria diferente. Tanto o Indian Chai quanto o English Breakfast são blends de chás altamente recomendáveis com um pouco de leite, pelo sabor forte e que acaba “fazendo o papel do café”.

O Chai com leite é uma dessas misturas mais deliciosas que já provei. E eu não sou muito fã de chá com leite. Acho que vale muito a pena comprar esse blend pela versatilidade: fica bom tanto puro quanto com leite. O sabor de canela sobressai sempre, e isso me agrada muito. A Twinings está de parabéns com esse blend, acho que é por isso que não consigo encontrar em lugar nenhum. haha

Você consegue comprar Twinings em supermercados grandes, como Extra, Carrefour e Walmart.

Nota: ★★★★★

Maneiras que eu encontrei para cuidar de mim e me sentir melhor

Olá! Seja bem-vindo(a) ao meu blog. Caso esse seja seu primeiro post por aqui: meu nome é Carolina (como sugere o título do blog), eu tenho 22 anos e, assim como você e a maioria das pessoas, sofro com problemas de autoestima, falta de esperança no futuro, desespero, etc. Essas coisas básicas que vêm no starter pack de todo jovem do século XXI.

Sendo assim, o que nós temos ao nosso alcance para minimizar os sentimentos ruins? Eu gosto muito, muito mesmo, desse vídeo da Lu Ferreira. Além de ser uma belíssima obra de arte fotográfica, ela mostra atitudes simples que podem afastar o baixo astral da nossa rotina. E é basicamente partindo desse mesmo princípio que eu trouxe o post de hoje. Confira:

Tomar chá

Não é novidade para ninguém que o chá é um hábito bem rotineiro na minha vida. E, é claro, se você não gosta de chá, pode optar por tomar um café. Eu pessoalmente não recomendo muito o café porque sou muito sensível a cafeína, então a bebida me deixa “ligada no 220”. Claro que para algumas pessoas pode funcionar melhor. Eu confesso que não tomo muito nem o chá preto, tipo de chá bastante concentrado em cafeína, por esse motivo.

Mas o mais legal do chá, na minha opinião, é a variedade de cores, sabores e aromas. Por mais que os blends de café possam diferir, nem se compara às milhares de opções diferentes de chás e infusões no mercado. Eu acredito que uma bebida quente seja bastante calmante e terapêutica. No caso do chá, eu acho que o chá verde é um verdadeiro “spa numa caneca” por suas propriedades antioxidantes e seu sabor delicado.

Beber bastante líquido durante o dia

Eu tomo um medicamento que me “obriga” a beber sempre muita água. Mas mesmo antes desse pormenor, eu já tinha o hábito de manter sempre algum copo ou garrafa de água por perto. Em casa, ainda tenho a oportunidade de fazer uma caneca de chá e manter esssa hidratação bem completa. E daí, sento em frente ao computador e vou cuidar dos meus afazeres do dia: estudar, trabalhar nos meus freelancer, ou até mesmo jogar um pouquinho de The Sims, por que não? rs

Fazer máscaras faciais

Eu vivo mostrando no meu instagram (segue lá! @carolinahaine) quando eu faço algum tipo de máscara facial. No começo, eu achava extremamente chato fazer isso, mas consegui incorporar na minha rotina, assim como as máscaras que uso no cabelo, e virou hábito. Acho extremamente relaxante juntar o momento da máscara facial com uma caneca de chá verde… aí já viu. rs

Essas máscaras de saquinho costumam render dois usos, embora sejam teoricamente de uso único. Também gosto muito dessas que vêm no tubinho e rendem vários usos. Uma outra opção, bem barata e inclusive muito boa, é comprar a argila pura em casas de cosméticos e fazer sua própria máscara, misturando o pó com água ou soro fisiológico. Algumas gotas de óleo essencial ainda podem potencializar o efeito.

Organizar a vida

Eu tenho esse caderninho que teoricamente é uma mistura de bullet journal com listas. Eu não tenho toooooda a disciplina do bullet journal nele, costumo escrever como se fosse um caderno bem “caixa de entrada mesmo” (conheça o conceito de caixa de entrada, entre outros, no Vida Organizada). Mas tenho gostado tanto de poder personalizá-lo a meu gosto que nunca mais comprei uma agenda. Desde 2013, só tenho usado cadernos sem pauta, que me permitem criar o que eu quiser. E às vezes, quando a gente tá mais triste, é divertido dar uma revisitada nos cadernos, usar canetinhas e washi tapes, entre outras coisas.

Ler!

Ler é o melhor passatempo de todos, na minha opinião, por ser extremamente democrático. Você pode optar por ler um livro bem leve e divertido, ou se aventurar num clássico que te mantenha reflexivo por semanas ou até meses. Tudo depende do seu interesse e do quanto você está disposto a se dedicar nisso. Alguns livros nos exigem leituras prévias e póstumas, outros se bastam por si só.

Um dos meus aparelhos eletrônicos favoritos é o Kindle. Com ele, posso levar para qualquer lugar uma coleção imensa de livros, sem contar o conforto e a praticidade da tela. Na foto, mostro o meu autor favorito com uma das obras que mais me marcou, Oscar Wilde e “A alma do homem sob o socialismo”, e a trilogia Lua Azul que foi escrita pela minha mãe, Leca Haine.

Lembrando. Consulte sempre um profissional caso você não se sinta bem. Caso precise de ajuda, ligue gratuitamente no CVV pelo número 188.

Abraços,

Carol

Resenha: Rooibos Moon (Tea Shop)

Hoje a resenha é de um chá que na verdade não é chá! Trata-se da infusão Rooibos, originária da África do Sul. O blend que irei falar hoje é da Tea Shop, nossa amada loja de chás gourmet originária da Espanha. Se você não lembra a diferença de chá e infusão, confira aqui esta outra resenha de um outro chá igualmente delicioso, o White Kiss.

O meu primeiro contato com o Rooibos Moon foi nesse dia lindo e maravilhoso que saí com um amigo meu, o Arthur, e fomos tomar chá no Vincent. O Vincent é uma casa de chás na 408 norte, para os habitantes de Brasília. Vale muito a pena ir lá, embora eu esteja um pouco triste com a troca da carta de chás. A casa anteriormente trabalhava com a Talchá, então era uma ótima oportunidade para tomar os chás que só vendem em São Paulo. Infelizmente, a Talchá vacilou na entrega da loja, deixando-os dias e dias sem abastecimento, e assim os donos do Vincent optaram por trocar o fornecedor pela Tea Shop. Eu amo os chás da Tea Shop, então isso não é de todo ruim, mas eu posso muito bem ir na própria loja da Tea Shop tomar os chás deles, sabe?

Eu disse que o Rooibos é originário da África do Sul, certo? E lá, a infusão de rooibos é tão consumida pelos sul-africanos que equivale à importância do chá verde para os chineses e japoneses, o chá preto para os ingleses, e o cafezinho para nós, brasileiros. O rooibos é uma planta com sabor naturalmente adocicado, então é muito fácil de agradar o paladar de quem quer começar a tomar chá sem açúcar. Alguns lugares também se referem ao rooibos como chá vermelho, por sua coloração avermelhada, embora o chá vermelho para os chineses seja uma variação da Camellia sinensis conhecida como Pu Erh.

O Rooibos Moon, de acordo com o fabricante, leva folhas de rooibos, amêndoas, pólen, flores de açafrão-bastardo e de malva. O sabor de amêndoas é bastante proeminente nesse blend, deixando-o ainda mais adocicado. Eu, de verdade, não recomendo colocar açúcar nessa infusão, acho que ficaria bastante enjoativo. Claro que eu sou uma pessoa que não costuma adoçar bebida nenhuma, nem café nem chá, mas se minha dica lhe servir de algo, tente tomá-lo puro. O sabor de flores complementa ainda mais essa doce mistura, e o aroma da infusão quente é inebriante de tão bom.

Você pode comprar o Rooibos Moon nas lojas físicas da Tea Shop ou pelo site, clicando aqui.

Nota: ★★★★☆

Resenha: Amazingly Earl Grey (Lipton)

Nem só de chás gourmet viverá o homem. Às vezes, a gente quer saborear uma caneca de chá por um preço mais amigo. Ou quem sabe, deixar alguns saquinhos no trabalho, levar para a faculdade, ou qualquer outro lugar em que a praticidade seja essencial. É em momentos como esse em que eu busco um bom chá de saquinho (porque sim, gente, eles existem!). E este aqui, o Lipton, é um excelente exemplo.

Earl Grey: um clássico

O Earl Grey é um tipo de chá aromatizado com essência de bergamota (também conhecida como tangerina). A variação mais comum é preparada com chá preto, que, como vimos anteriormente aqui no blog, é uma variação fermentada da Camellia sinensis, possuindo o sabor mais encorpado e alto teor de cafeína. Na Inglaterra, o chá preto é consumido em larga escala, tanto que eles possuem um blend muito conhecido de chá preto chamado English Breakfast.

O chá preto, ao redor do mundo, também é muito consumido com leite e açúcar, tornando-se uma versão um pouco parecida do nosso café com leite. A adição de canela ao chá preto, por exemplo, dá origem ao Chai, originário da Índia. Aqui no Brasil, o Chai tem caído no gosto dos brasileiros esse ano, assim como as casas de chá. Embora a onda ainda seja tímida, os maiores shoppings em capitais do país já possuem opções interessantes para quem quer desfrutar de chás provenientes do mundo inteiro.

Earl Grey vem do inglês e significa Conde Grey, a quem foi atribuído a popularização dessa mistura. Reza a lenda que o Conde Grey teria adquirido a bebida como um presente diplomático, mas a origem desse presente permanece incerta. O que sabemos é que a receita mais famosa de Earl Grey pertence à marca inglesa Twinings, que também comercializa no Brasil e é fácil de encontrar em grandes supermercados.

Essa variação de Earl Grey da Lipton possui o sabor de bergamota bastante acentuado, creio eu que até mais acentuado que o da Twinings (caso vocês queiram resenha do Earl Grey Twinings, posso fazê-la também). Ambos os chás são bastante aromáticos e saborosos, apesar de virem no saquinho. Lembrando que o preparo do chá preto exige as mais altas temperaturas da água, cerca de 95ºC, e cinco minutos de infusão. Ele não fica amargo como o chá verde, mas notei uma enfraquecida no sabor da bergamota ao infusioná-lo por muito tempo.

Você pode adquirir o Amazingly Earl Grey em grandes supermercados, como WalMart.

Nota: ★★★★☆