Kindle vale a pena? + 30 dias grátis de KINDLE UNLIMITED

Kindle da Amazon

Nem só de maquiagem vive esse blog. Hoje eu vou falar sobre um dos aparelhos eletrônicos mais legais da atualidade, o Kindle, e o seu serviço de assinatura mensal que dá acesso a um catálogo de livros, o Kindle Unlimited.

Eu uso o Kindle há três anos, e antes dele, também tive um Kobo Glo da Livraria Cultura. Falei um pouco mais sobre como foi comprá-lo na época nesse post. Infelizmente, as minhas fotos da época foram hospedadas no Photobucket e hoje estão com essa marca d’água horrorosa, mas vamos relevar.

Tela inicial do Kindle da Amazon

Tela inicial do Kindle da Amazon

O meu Kindle é uma versão antiga do Kindle Paperwhite. Com ele, é possível ler livros na luz intensa, graças à tecnologia eInk, e também ler livros no escuro com uma luz interna. Hoje, todos os eReaders da Amazon possuem essas características, sendo o Kindle 10ª geração a opção mais barata. O novo Kindle Paperwhite recebeu uma atualização, e agora também é à prova d’água.

Por que ter um Kindle?

Muita gente, muita gente MESMO, ainda tem preconceito com o leitor digital porque diz que “jamais irá substituir o livro físico“. Mas a verdade é que não é nem a intenção dele substituir o livro físico! Pensa só comigo: ao longo da vida, precisamos ler vários livros que não pretendemos consultá-los novamente. Para que você vai gastar papel e espaço físico na sua estante colocando livros que irão pegar poeira, amarelar e muito provavelmente acabar esquecidos? É nessa hora que entra o leitor digital.

Se você é estudante universitário, sabe que muitas vezes os professores passam apenas capítulos de livros. Não faz o menor sentido comprar o livro inteiro e é muito difícil conseguir emprestado na biblioteca. Apenas um download e alguns cliques resolvem facilmente o problema. Sem contar os momentos em que lemos os famosos calhamaços e um Kindle torna possível a leitura de um livro de mil páginas na fila do banco. Um Kindle torna mais que possível levar dezenas de livros para uma viagem sem ocupar espaço na mala.

O que é o Kindle Unlimited?

O Kindle Unlimited é um serviço de assinatura mensal de livros do catálogo da Amazon. Lembrando que o acesso a esse catálogo também pode ser efetuado através do aplicativo Kindle, disponível na App Store e no Google Play.

Tela do Kindle Unlimited

Tela do Kindle Unlimited

O valor da assinatura do Kindle Unlimited é de 19,90 por mês. Com esse valor, é possível fazer o download de todos os livros disponíveis no catálogo da plataforma. É importante lembrar que nem todos os livros do Kindle estão no Kindle Unlimited. No entanto, a Amazon está cada vez mais trabalhando nessa seleção de obras, e para você saber exatamente se o catálogo atende às suas necessidades, a plataforma oferece o período de 30 dias gratuitos para teste. Clicando NESTE LINK, você pode aproveitar os seus 30 dias grátis de Kindle Unlimited e ainda ajudar o blog a crescer. Olha só que legal!

Espero muito que vocês tenham gostado do post. Não esquece de me contar depois o que achou do Kindle Unlimited!

Precisamos falar sobre a Coreia do Norte: “Para Poder Viver” (Yeonmi Park) e “Fuga do Campo 14” (Blaine Harden)

Olá! Antes de começar, gostaria de dizer que este post não é uma resenha sobre os livros, apenas uma reflexão pessoal que tive ao lê-los. Não pretendo entrar em detalhes sobre o conteúdo destes, até porque acredito que sejam experiências de leitura muito ricas. Mas posso adiantar uma coisa: sua percepção pessoal sobre humanidade jamais será a mesma.

Desses, o primeiro que li foi Fuga do Campo 14. Encontrei este livro ao acaso na Saraiva em 2012, no próprio ano de publicação dele. Eu sempre me interessei muito por cultura asiática, então confesso que isso atraiu um pouco a minha atenção. Além disso, é um livro muito bem produzido, com um projeto visual bem interessante e uma capa porosa. Eu tinha 16 anos quando li esse livro, e foi um ano de leituras muito marcantes (1984 e O Retrato de Dorian Gray, por exemplo). Eu nunca vi ninguém falar sobre Fuga do Campo 14, o que é bem triste, mas lembro muito bem de sentir vários socos no estômago ao perceber que estes seres humanos passam por situações de escravidão, tortura, morte, fome, e ninguém no mundo se pronuncia a respeito. Todo mundo sabe e não sabe dos acontecimentos na Coreia do Norte.

“Mas como assim, sabem e não sabem?” Simples. Nós, ocidentais, somos naturalmente inclinados a acreditar que vivemos na plena democracia, e que os governos do oriente são sanguinários e excludentes. Mas a reflexão para por aí. Não sabemos o quão sanguinários ou o quão excludentes estes são. Alguns apenas dizem ser tudo “culpa do comunismo”, o que não explica as ditaduras de direita que também cometeram diversas atrocidades.

Existe uma diferença muito grande entre os protagonistas desses livros: Shin Donghyuk nasceu dentro de um campo de concentração para presos políticos. Dessa forma, dentro do sistema de castas norte-coreano, ele se encontrava na pior posição possível. Park Yeonmi vinha de uma família de “classe média”, em que seu pai e tios trabalhavam diretamente para o governo. Só isso já deveria ter tornado a experiência dos dois muito diferente. No entanto, ao ler ambos os livros, eu senti que ambos passavam por exatamente as mesmas coisas. O quão desesperador é isso? Assim como Shin, Park também passou fome, não possuía o direito de ir e vir nem dentro do próprio país e teve perdas na família causadas pela supremacia da ditadura Kim. Inclusive, ao ler a biografia de Shin, muitas vezes tive a sensação de que a história dele, apesar de se passar especificamente num campo de concentração, poderia ser a história de qualquer norte-coreano.

A história de Yeonmi é recente. Publicada em 2016, porém apenas cheguei a lê-la esse ano de 2018. Yeonmi é apenas três anos mais velha que eu, e ao ler sobre sua fuga em 2007, com apenas treze anos, fiquei muitas vezes imaginando como seria se eu estivesse no lugar dela. Principalmente quando ela relata as questões de estupro, abuso e tráfico humano sofridas em 2008, durante as Olimpíadas da China. Eu estava na 7ª série (8º ano), estudando sobre as tais olimpíadas e fazendo uma Feira de Ciências na escola, feliz e plena ao falar sobre as maravilhas do Japão e da China. Yeonmi, por sua vez, teve de largar os estudos no primário e apenas pôde retomá-los quando finalmente chegou à Coreia do Sul. Eu não sei colocar em palavras o que senti ao ler isso. Foi um misto de vergonha e de revolta em ter tantos privilégios enquanto uma pessoa que nasceu na mesma época que eu, apenas em outro lugar, sofreu tanto.

O Brasil, enquanto nação, ainda se mantém sob um regime democrático. Isso significa que eu posso vir aqui, no meu próprio site, expressar a minha opinião e as minhas impressões sobre o que eu quiser. E não é porque essa democracia se mantém há mais de 30 anos que ela não esteja ameaçada. Precisamos sempre, independente do governo em que estamos, manter esta democracia em constante manuntenção e vigilância. Não podemos nos enganar por políticos que prometam melhoras mirabolantes ou soluções milagrosas. Existem muitas nações que caíram nesse papo, e o resultado disso custou muito caro.

Para conferir os outros livros que leio, não deixe de acessar o meu Skoob!

Abraços,

Carol

O meu trabalho como diagramadora na Editora Lua Azul e minha experiência com o mercado editorial

Oi, internet. Tudo bem com vocês?

O post de hoje é para falar sobre a minha atuação profissional. Mais especificamente, com a diagramação e a confecção de capas de livros na Editora Lua Azul. Algumas pessoas me perguntaram qual o processo de se publicar um livro, e vou tentar explicar isso em um post por achar a plataforma mais abrangente do que um vídeo no YouTube, por exemplo.

Mas claro, se vocês quiserem muito um vídeo, podem me pedir aqui nos comentários ou no meu instagram (@carolinahaine) que a gente reconsidera!

logo-editoraluaazul
A Editora Lua Azul foi fundada em 2016 por Moacir Santos, que atualmente detém em seu nome o registro MEI (microempreendedor individual), para publicar os livros de sua esposa, Leca Haine. Os dois chegaram a essa decisão após experiências malsucedidas com editoras pequenas e seu descaso com autores independentes. Dessa forma, todas as etapas do processo de produção de um livro estão nas mãos deles e de Carolina Haine, filha do casal e única funcionária da empresa.

(Ficou bonito esse texto, né? rs)

Mas afinal, qual o problema com editoras pequenas?

Quando se vislumbra publicar um livro aqui no Brasil, a gente tende a pensar naquela figura do escritor glamouroso, que escreve placidamente em seu computador enquanto saboreia uma xícara de chá (ou café, porque somos um país movido a cafeína) e, a um clique de botão, envia seu original e a editora já apresenta todas as propostas de revisão, diagramação, capa, divulgação, sem que esse autor faça nada além de dedicar-se à escrita.

Lindo, não é? MAS ISSO NÃO EXISTE. Para alguns escritores, talvez esse cenário até proceda. Principalmente na atualidade, em que é preciso apenas ser um famoso na internet para receber milhares de propostas incríveis das grandes editoras. Mas a verdade é que eu, você e qualquer outro brasileiro comum que hoje decida escrever um livro irá trabalhar muito, muito e muito. E muitas vezes não ter seu trabalho reconhecido.

Vamos falar de números: caso um autor completamente desconhecido queira publicar um livro por uma editora pequena, o seu investimento inicial gira em torno de 5 mil reais. Esse dinheiro prevê apenas o serviço de capa, diagramação, às vezes uma revisão, e um número limitado de exemplares que o PRÓPRIO AUTOR terá que se desdobrar para conseguir vender. Ok, vendeu todos, e agora? Esse mesmo autor terá que comprar de sua própria editora os seus próprios livros e levá-los em livrarias pessoalmente, praticamente implorando por uma chance de divulgar seu trabalho.

E aí chega a coisa feia do negócio. A vasta maioria das livrarias brasileiras caga e anda para autores independentes. Em algumas é até possível encontrar livros que sejam mais fora do circuito comercial, porém a maioria investe apenas em best-sellers, autoajuda, infantis e todos aqueles que você consegue no catálogo de uma Lojas Americanas ou Avon da vida. Porém, é a partir desse momento em que caiu do céu e surgiu a mãe dos autores independentes, a Amazon.

Por que a Amazon é tão importante para o mercado editorial?

A Amazon é para os escritores independentes o que o YouTube foi para criadores de conteúdo em vídeo: uma mãezona que chegou abraçando todo mundo. Atualmente, é muito fácil escrever um livro e publicá-lo, com direito inclusive a ISBN gratuito (vamos entrar nos detalhes burocráticos de produção de um livro mais tarde). O site de Amazon, KDP (Kindle Direct Publishing), fornece uma série de ferramentas amigáveis até mesmo para quem nunca fez uma capa ou nem sabe o que é diagramação. Com elas, o autor publica, 100% gratuitamente, seu ebook e até mesmo seu livro, no que eles chamam de “capa comum” (sem orelhas), porém com impressão sob demanda.

A impressão sob demanda funciona da seguinte forma: a Amazon guarda em seu banco de dados as informações necessárias para a impressão daquele livro (arquivos em PDF, medidas, etc). Em seguida, ao surgir um comprador, a própria loja se encarregará de imprimir aquele único exemplar e mandá-lo para a casa de quem comprou. Essa é uma ótima forma de um autor independente se dar bem, pois o investimento da produção de seus livros será praticamente gratuita. Mas aí vem a parte mais complicada e cansativa do negócio: a divulgação.

Como fazer uma boa divulgação do meu livro?

Então, colega. Essa aqui eu também estou aprendendo. Se quiser se juntar a mim, podemos trocar figurinhas juntos. Mas se tem algo que posso atestar com convicção nesses dois anos de editora é que divulgação vai muito além de ficar postando nas redes sociais. A gente tem aquela doce e irrisória ilusão de que trabalhar com mídias sociais é muito fácil e qualquer um consegue fazer isso nos 30 minutos de intervalo do almoço. E essa é a maior mentira, inclusive algo que me fez quebrar muito a cara. A divulgação e a familiarização com mídias sociais muitas vezes é algo que o autor nem sabe, e para baratear custos, acaba tomando essa função para si. Aí mora o perigo, pois com tanta carga pesada, o tempo que seria gasto escrevendo mais livros vai por água abaixo.

É possível pagar sites como o Facebook e o Instagram para patrocinar posts. Essa forma de divulgação funciona bastante, tanto que até as grandes empresas diariamente pagam por isso, mas o maior problema nela reside no orçamento. É possível fazer propagandas a partir de valores bem simbólicos, como 10 a 15 reais. Mas uma propaganda legal e que dure bastante tempo custa no mínimo 200 reais. E ainda há a chance de poucas pessoas verem seu anúncio, afinal, tem  empresas pagando milhares de reais e competindo por aquele mesmo espaço.

Uma coisa que efetivamente funciona, embora seja a mais cansativa e a mais dispendiosa, é a participação em Bienais do Livro. Não tanto pelas vendas em si, mas sim pelos contatos. Ter contatos para quem trabalha nessa área é muito, muito importante. Dessa forma, é possível inclusive, conhecendo outros autores, compartilhar experiências, descobrir bons profissionais na área que possam te ajudar, etc.

É isso, galera. Vou ficando por aqui, mas nosso papo ainda não acabou. Ainda irei elaborar a segunda parte desse post, aguardem! 😉
Abraços,

Carol

Meus dois investimentos do ano: Instax Mini 8 e Kindle Paperwhite

Para quem me segue no Instagram (se você não segue, faça esse favor a si mesmo), não é novidade que eu fiz duas compras muito legais. Nenhuma das duas é novidade, ambos são aparelhos que circulam há bastante tempo no mercado, mas só agora tive a$ oportunidade$ de adquirí-los. Estou falando da Instax Mini 8 e do Kindle Paperwhite!

Instax Mini 8

A Instax é uma câmera instantânea da Fujifilm, concorrente direta da Polaroid. Em tempos de social media, Instagrams perfeitamente simétricos e cuidadosamente pensados e fotos que duram apenas enquanto dão curtidas, uma câmera analógica fazer tanto sucesso chega a ser espantoso. De fato, ela não é nem nunca será a primeira escolha de quem pensa em técnicas elaboradas de fotografia profissional ou selfies para postar no Facebook. A proposta é guardar consigo lembranças marcantes (por isso as fotos são tão portáteis que cabem na carteira). O que desanima, infelizmente, é o preço dos filmes: um pacotinho com 10 poses custa cerca de 40 a 50 reais.

Uma coisa legal é que, dependendo do filme, a bordinha das fotos também muda: olha só a diferença do pacote tradicional para o pacote arco-íris!

Eu adquiri a minha no site do Submarino, que costuma ter promoções boas e frete grátis.

Kindle Paperwhite

Depois de tantas fotos fofas falando sobre a minha Instax, o Kindle pode até ficar ofuscadinho nesse post, mas a verdade é que ele foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Na minha opinião, um e-reader é um dos melhores investimentos que você pode fazer a si mesmo. Muita gente pode até discordar e tentar argumentar que livros em papel são melhores, mas já foi comprovado que o leitor digital não substituiu e nem substituirá os livros físicos. Aliás, nem é esse o propósito dele.

Eu costumo usar muito o meu Kindle para ler livros que eu não pretendo guardar numa biblioteca física. Infelizmente, o nosso espaço está cada vez mais limitado, e é muito importante repensar o nosso consumo de tudo, inclusive de livros. Pode parecer muito glamouroso e incrível uma estante abarrotada de volumes, mas além de gastar papel desnecessariamente, isso pode tomar o espaço que seria destinado a obras que você pretende consultar e levar consigo para a vida inteira.

A minha capinha do Kindle na verdade não é do Kindle! Eu comprei na loja física da Saraiva.

Lembrando que o foco do post não é convencer vocês a comprá-los (na verdade, acho que os próprios itens se garantem nesse quesito), nem mostrar especificações técnicas. Muita gente já fez esse tipo de post, mas se a demanda popular pedir, eu posso fazê-los também. 😉

Abraços!