#12meses12coisas: 12 filmes que recomendo

O post a seguir faz parte da blogagem coletiva #12meses12coisas.

As Horas (2002)

O filme baseia-se no livro de Michael Cunningham, que, por sua vez, se inspirou no romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. O enredo conta a história de três mulheres que vivem e épocas e em locais diferentes, Virginia Woolf (Nicole Kidman), vive Laura Brown (Julianne Moore) e Clarissa Vaughn (Meryl Streep), mas que carregam consigo sentimentos muito parecidos de angústia e insatisfação. É um filme inovador, que a princípio nos confunde, mas com o desenrolar da história é muito gostoso descobrir o que o autor ( roteirista) quis dizer. Muito bom!

O leitor (2008)

Conta a história do adolescente Michael Berg (David Kross) , de 15 anos, que se relaciona amorosamente com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher mais velha e analfabeta. Esse fato, que para ela é uma vergonha, é muito bem conduzido na história, onde, mais tarde, quem sente vergonha é o próprio Michel, já adulto, que decide manter em segredo o relacionamento que manteve durante meses com Hanna. É um filme delicado e sutil, que nos leva a pensar.

Edward Mãos de Tesoura ( 1991)

lírico e ao mesmo tempo denso, fortemente baseado numa fantasia, porém, com reações humanas muito reais. É uma linguagem inovadora e própria dos que tem sentimentos a ofertar e se identificam com Edward, a criação de um cientista que o fez com tesouras no lugar das mãos. Diferente do que seria mais lógico acontecer, Edward é hostilizado não pelas tesouras, mas pelo coração puro e doce que possui. Excelentes atuações de Peg Boggs (Dianne Wiest), uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre Edward (Johnny Depp). O filme é inesquecível.

Que Horas Ela Volta? (2015)

um filme nacional de primeira linha. Os diálogos, a principio sem qualquer inovação, falam de um mundo que só as empregadas domésticas conhecem. É um ambiente onde comer o sorvete dos patrões ou entrar na piscina, ainda que raramente, é algo inadmissível, embora a patroa a “considerasse” alguém da família. Regina Casé e Camila Márdila estão ótimas em seus papeis, assim como todo o elenco.

As Sufragistas (2015)

Como criar o filho e cuidar da casa e do marido tendo que trabalhar horas a fio, sem qualquer direito trabalhista? Esse é o pano de fundo das Sufragistas, que no início do século 20 decidem dar um basta a décadas de manifestações pacíficas querendo o direito de votar no Reino Unido, sem qualquer sucesso. Mesmo sem apoio das próprias mulheres, um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts, interpretada pela atriz Carey Mulligan, sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas depois que é presa e tida como uma das militantes do movimento. O filme é muito bom.

A Vida é Bela (1999)

É um filme poético, apesar do cenário de horror num campo de concentração nazista, onde um pai decide manter a inocência e a esperança de seu filho. As mortes e a violência ao redor recebem uma interpretação toda especial do pai, interpretado por Roberto Benigni a fim de que seu filho não sofra. Apesar do final triste, o expectador fica com a impressão de que, caso queira, a vida realmente pode ser bela, ainda que apenas por alguns momentos.

À Procura da Felicidade (2007)

Após ser abandonado pela esposa, Chris Gardner (Will Smith) é obrigado a cuidar sozinho do filho de cinco anos, enfrentando sérios problemas financeiros. Apesar de ter que apelar para a ajuda social disponível, ele consegue dormir e comer de graça juntamente com o garoto e assim lutar por uma vaga de estagiário numa grande empresa, o que culminará, mais tarde, com um bom salário e um emprego definitivo. O maior problema é que eles não tem como se manter até que a situação melhore e a única coisa que os une é o amor e a esperança de um amanhã melhor. Nota dez!

Kramer X Kramer (1978)

Conta a história de um casal com pensamentos diferentes. Ele só pensa em trabalho. Ela não suporta mais o papel de mãe/esposa. Ted Kramer é o típico homem dos anos 70 que vive para o seu trabalho. Joanna por sua vez, uma dona de casa entediada com sua vida “morna”. Certo dia, Joanna resolve sair de casa e deixar sua vida e filho para trás. Cabe a Ted criar de verdade o filho que ele nunca havia criado, pois nunca se envolvia com os problemas relativos ao garoto. Após conquista a plateia e o filho como senod um bom pai, o filme passa por uma reviravolta quando Joanna retorna e quer a guarda do filho. Começa aí, no tribunal, a luta pela guarda do filho no caso Kramer X Kramer. Uma lição de atuação com os atores inigualáveis a Dustin Hoffman e Meryl Streep. Ótimas atuações e roteiro.

Central do Brasil (1998)

É um filme nacional onde Fernanda Montenegro (Dora) brilha mais uma vez interpretando uma mulher com comportamento dúbio que oscila da indiferença ao amor. Com pena do garoto órfão Josué (Vinícius de Oliveira), Dora decide ajudá-lo e levá-lo até seu pai, que mora no sertão nordestino. No meio desta viagem pelo Brasil eles encontram obstáculos e descobertas enquanto o filme revela como é a vida de pessoas que migram pelo país na tentativa de conseguir melhor qualidade de vida ou poder encontrar seus parentes deixados para trás. Uma grande história!

Beleza Americana (2000)

Em princípio é uma história simples da classe média norte americana, só diálogos muito bem escritos e fundamentados, aliados à excelente atuação do ator Kevin Spacey mostra o quanto a sociedade é sórdida e falsa, baseada em valores morais que dificilmente são seguidos pelas pessoas que gostam de apontar os erros dos outros. Muito bom, vale a pena assistir para poder pensar a respeito do que vivemos hoje em dia frente ao mundo das rede sociais.

Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994)

O filme conta uma história ao longo de 40 anos nos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções em tudo o que faz. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran. Apesar d e longo, o filme não cansa devido às doces nuances paresentadas pela personagem brilhantemente interpretada por Hanks. A impressão que se tem é que ninguém mais poderia ter feito esse filme. Maravilhoso!

Amor (2013)

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados que foram bastante unidos ao longo da vida. São apaixonados por música e livros e vivem em um amplo apartamento. O problema começa quando ela desenvolve uma doença que não é informada durante o filme, mas que pelos sintomas trata-se da Doença de Alzheimer, uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo. Apesar de terem uma filha que é musicista, Georges não conta com a ajuda de ninguém para cuidar da esposa, que ele vê caminhar cada vez mais para o sofrimento e desespero de uma doença que requer muitos cuidados e paciência. Ele prossegue cuidando dela até o fim, quando ocorre algo, a princípio chocante, mas que foi acordado com a esposa muito antes. É um excelente filme, que nos leva a refletir sobre o fim de nossas vidas.