Cosméticos baratinhos, digital influencers e ética no trabalho

Oi! Ultimamente o foco do meu blog tem sido falar sobre cosméticos, tanto maquiagem quanto skincare, então acho que esse post sobre cosméticos baratinhos vai ajudar muita gente a se situar por aqui. Se você não me segue ainda no Instagram (@carolinahaine), eu sugiro fortemente que você siga para aproveitar o conteúdo desse blog como um todo. Estou sempre por lá interagindo e pedindo sugestões a vocês.

Nenhuma blogueira é igual a outra, e não só porque pessoas têm vivências e opiniões diferentes, mas também por imensas estratégias de mercado, e dentre elas, o nicho. Embora você acompanhe milhares de blogueiras, eu tenho certeza que algumas devem vir à sua mente quando pensamos em assuntos mais específicos, como “pele negra“, “mercado de luxo“, “baratinhos da 25“, e por aí vai.

Em 2016, quando a Ruby Rose causou uma verdadeira revolução no mercado de maquiagem, as blogueiras finalmente abriram os olhos e passaram a enxergar uma população que carecia de produtos bons e com valores realmente acessíveis. Quantas vezes você já não abriu um vídeo de “baratinhos acessíveis” e a moça do vídeo mostrou uma base de 70 reais? Acessível para quem? A sensação é de que vivemos um mundo completamente paralelo a dessas pessoas. Mas não se engane, porque opinião é sim comprada, e isso é nítido quando vemos blogueira que virou famosa com vídeos de baratinhos usando apenas Benefit ou Urban Decay após os primeiros 500 mil inscritos.

As classes C e D compôem boa parte do público consumidor de beleza, e assim como as classes A e B, são ávidos por novidades e por resultados imediatos. Afinal, quem precisa pensar se compra uma base ou se paga o gás não tem tempo e muito menos dinheiro para testar várias “baratinhas” e ver no que dá. Ir ao shopping testar a sua cor? Com a vendedora e o segurança te olhando como se você fosse roubar algo? Parece uma piada. E a partir daí, vimos várias blogueiras que almejavam apenas o mercado de luxo mudando de estratégia e começando a fazer verdadeiros vídeos caricatos de “make da baciada“, “testando baratinhos“, com sacolas de 100 a 200 reais que elas praticamente usariam uma vez e jogariam no lixo. Porque dar “desapegos” de produtos usados às suas seguidoras não é caridade. É irresponsabilidade, é literalmente dar migalhas a um público que carece de recursos.

Mas então você deve estar se perguntando. Então, que tipo de atitude deve ser tomada? Quais produtos valem ou não a pena? Quais blogueiras seguir? E eu volto à questão anterior. Procure o nicho que você mais se identifica, observe se o conteúdo tem autenticidade e honestidade, ou se é só mais uma oportunista tentando conquistar por meio de jargões e gestos escandalosos. Procure alguém que tem vivência ou conhecimento acerca do assunto tratado. Uma blogueira com pele seca ao testar uma base matte e dizer que não transfere pode induzir muitos consumidores de pele oleosa ao erro. Um influencer que faça desafios de make da baciada está claramente dizendo a seu público que o produto que eles economizam o mês inteiro para comprar é praticamente descartável nas mãos dele.

Eu, Carolina Haine, estou ciente que possuo alguns privilégios, e sei que muitas das coisas que eu compartilho são inacessíveis ou muito difíceis de comprar para muitas pessoas. Mas essa é a minha realidade, eu sou uma consumidora exigente e eu pondero várias coisas antes de colocar ou não um produto no meu carrinho de compras. Eu demorei muitos anos para poder me entender como consumidora, o que funciona ou não para mim, e de que forma eu quero passar isso ao mundo. Tenho muitas coisas caras, mas porque elas costumam durar muito mais, mas também tenho muitas coisas baratas onde eu vejo que não há necessidade de gastar tanto. E aqui nesse blog, que carrega meu nome e sobrenome, o que prevalece é a minha experiência, e eu nunca vou falar mais alto que um profissional da área enquanto mera consumidora de classe média de 24 anos.

Eu já passei muitos e muitos anos comprando coisas porque estavam na promoção ou querendo ter todos os “achadinhos” do momento. Mas isso só me distraía do real foco e me fazia me perder enquanto consumidora. Nesse sentido, a finalidade dos canais de beleza e das mídias sociais pode ser bem tóxica, porque estamos sempre insatisfeitos e buscando algo diferente para comprar. E é por isso que, com toda a franqueza, eu digo que o meu objetivo aqui não é te mostrar o produto mais barato. O meu objetivo é te mostrar como ter a melhor experiência possível com uma seleção de produtos e passos enxuta. Eu acredito que um bom produto que nos permita múltiplos usos, a longo prazo, seja mais sustentável e agregue mais experiências positivas.

Se você está acompanhando o meu blog e gostaria de ver algo específico aqui, não deixe de comentar. Até mais!

Resenha: Linha Seda Boom Liberado

Pois é, amiguinhos, o blog virou oficialmente um blog de resenhas! Não desistam de mim, eu ainda sei falar sobre outras coisas. E a resenha de hoje é da linha liberada e acessível que a garotada adora, a Seda Boom Liberado. Se você quer saber o que eu achei dessa linha e como ela se comportou no meu cabelo, é só continuar lendo 😉

Eu vi que a linha também possui uma Geléia Capilar, mas das duas, uma: ou não tinha no supermercado que eu comprei, ou eu não dei muita atenção mesmo (kkkk). Cada um desses produtos foi cerca de 11,80 no Walmart de Brasília. A linha é focada em cabelos cacheados e crespos, e Seda, por pertencer à Unilever, infelizmente não é cruelty free nem vegana.

Shampoo Seda Boom Liberado

Eu amei esse shampoo, e eu acredito que ele limpe muito bem o cabelo. Apesar de ser liberado para low poo, ele faz uma certa espuma e a gente adora. É um shampoo transparente, ao contrário do Meu Cacho Minha Vida da Lola que é perolado. É o shampoo perfeito para quem quer começar a seguir a técnica low poo, mas ainda está acostumado aos velhos shampoos tradicionais. O produto possui 325ml, o que é um ótimo custo benefício.

Condicionador Seda Boom Liberado

Eu não sabia se esse condicionador era liberado para no poo também, mas segundo esse blog, infelizmente ele é liberado apenas para low poo. O condicionador é bem legal, deixa o cabelo macio e bem emoliente. Não vi nada nele que o fizesse se sobressair ao da Lola e o da Salon Line que eu falei aqui, mas assim como o shampoo, o condicionador tem 325ml e um ótimo custo benefício. Eu, que gosto de produtos bem emolientes no meu cabelinho descolorido, gostei bastante do resultado.

Co-Wash Seda Boom Liberado

Esse foi o produto que mais me deixou curiosa na linha. Eu gosto de co-wash, mas para mim é aquela técnica “da pressa” quando só quero dar uma renovada no cabelo. Não consigo ficar sem shampoo nem condicionador convencionais! O Co-Wash da Seda Boom é liberadíssimo para low e no poo (todas comemora!). O defeito que eu encontrei nele é o rendimento: achei que é necessário muito produto para um efeito legal, e o potinho vem apenas 200 ml. Sinto que, se eu usasse apenas co-wash, não duraria nada na minha mão, e o meu cabelo não é comprido. A textura e o efeito que ele entrega nos meus cabelos me lembrou bastante o Milagre da Lola Cosmetics, que inclusive é outra tristeza na minha vida: descontinuaram o pote de 950g…

Minhas conclusões gerais sobre a linha: gostei bastante e vale super a pena, principalmente pelo preço e facilidade de encontrar (não é tão fácil assim achar Salon Line nos supermercados).

E você, o que achou da linha? Conta para mim nos comentários!

Como eu cuido do meu cabelo cacheado e descolorido com a técnica LOW POO

Olá, internet! Tudo bem com vocês?

Hoje eu decidi inaugurar uma categoria nova no blog, embora eu já tivesse falado um pouco sobre o assunto em posts anteriores: Cabelos. Não é novidade para alguns de vocês que eu tenho o cabelo pintado de azul, e isso gera muitas dúvidas sobre como mantê-lo saudável e protegido apesar da descoloração. Como um “agravante”, meu cabelo é cacheado (tipo 3B), ou seja, ainda mais propenso ao ressecamento.

Não vou mentir, os resultados melhoraram muito a partir do momento em que eu investi mais dinheiro nisso. Mas você pode obter resultados satisfatórios sem gastar muito dinheiro. O problema é que, quando eu usava produtos de cabelo muito baratos, eles não rendiam tanto e eu tinha que comprá-los novamente com muita frequência. Produtos mais caros e mais concentrados me permitem utilizar apenas uma gotinha de produto e ficar bem mais satisfeita. Isso é algo que ninguém nunca fala em resenhas de produtos baratinhos, e eu estou abrindo meu coração com vocês e falando sobre isso de uma forma bem sincera.

Shampoo e condicionador

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Shampoo e condicionador é uma categoria extremamente necessária, afinal, são os produtos que usamos quase que diariamente. No entanto, você não precisa gastar rios de dinheiro nela. Aqui é a hora em que é extremamente inteligente economizar. Eu tenho esses dois kits, o Meu Cacho Minha Vida da Lola Cosmetics e o Tratamento Para Conquistar de Coco da Salon Line. Ambos entregam ótimos resultados no meu cabelo, sendo até semelhantes. Se você é apegado a cheiros, eu ainda recomendaria o Salon Line, porque acho o cheiro dessa linha da Lola bem ruim (felizmente ele não fica no cabelo).

Máscaras de Tratamento

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Aqui é o momento em que você pode dizer SHUT UP AND TAKE MY MONEY! Quanto a máscaras de tratamento, eu percebo que um pouco mais de investimento vale a pena. Porém, como eu não tenho tanto dinheiro assim para comprar marcas profissionais e caras, eu já me considero bem ostentação com Lola. kkk Eis o que eu acho de cada produto:

  • Máscara de Tratamento para Arrasar, Hidratação Poderosa, Salon Line

    Não é poderosa. Entra naquilo que eu falei, é uma hidratação bem leve. Isso torna o produto ruim? Não, de forma alguma! Mas para você tirar o maior proveito dele, é bom passar um bom tempo com ele na cabeça, de preferência com touca térmica, e utilizar de uma a duas vezes por semana. Entrega o efeito de praticamente qualquer máscara de hidratação baratinha. São também boas para diluir os pigmentos na hora de pintar o cabelo com tinta fantasia.

  • Eu sei o que você fez na química passada, Reconstrução, Lola Cosmetics

    Essa máscara é uma delícia de se passar no cabelo. Apesar de ser de reconstrução, é bem emoliente e deixa o cabelo macio, sem enrijecer como máscaras de reconstrução costumam fazer. O cheiro dela também é maravilhoso, como a maioria das máscaras Lola (vai entender porque só a linha Meu Cacho Minha Vida tem cheiro ruim). Entre ela e a Tarja Preta, a máscara que falarei em seguida, acho que fico com ela, mas ambas são excelentes.

  • Tarja Preta, Reconstrução, Lola Cosmetics

    Outra máscara maravilhosa. Apesar do potinho pequeno, ela me rendeu um ano (no momento só tenho o pote para ilustração mesmo, porque o conteúdo já acabou). Eu imagino que isso aconteça com a Eu sei o que você fez na química passada também, porque a reconstrução é o passo menos frequente. Cabelos virgens podem utilizar reconstrução de uma a duas vezes ao mês, enquanto cabelos com química podem aumentar a frequência para uma vez por semana, caso estejam muito fragilizados. Mais que isso é exagero.

  • Morte Súbita, Nutrição, Lola Cosmetics

    Eu adoro essa máscara, inclusive é a que levou o nome Lola ao estrelato. Mas sendo bem sincera com vocês: ela não é mágica em um potinho nos meus cabelos. Eu testei uma amostra da Bendita Ghee de Nutrição no meu cabelo e curti bem mais. Isso não a faz ser uma máscara menos incrível, mas acho que, com o tempo, as tecnologias da própria Lola foram aprimoradas e agora eles têm na linha deles máscaras ainda mais potentes. Ela se enquadra no cronograma como Nutrição, mas eu diria que é mais uma “hidratação nutritiva”. Também rende consideravelmente bem, pois é um creme super espesso.

  • Milagre, Hidratação, Lola Cosmetics

    Amor e ódio definem esse produto. Assim que comprei, eu odiei com todas as forças, achei que não fez efeito nenhum no meu cabelo. A verdade é que eu gostei tanto desse produto que acabei comprando outro pote depois (!!!). Infelizmente, esse pote gigante não existe mais, e a desculpa que a marca me deu é que “é um produto que rende bastante”. É mentira, não rende nada. Como hidratação ele é medíocre, preciso encher mãos e mãos e o efeito não chega nem aos pés daquela baratinha da Salon Line (que eu falei que também não é essas coisas na hidratação, né? Pois é). Com todo esse problema, por que eu ainda comprei esse produto? PORQUE É O MELHOR LEAVE-IN DA VIDA. É suave, o cheiro no pote é horrível mas fica um cheiro maravilhoso nos cabelos (que bruxaria é essa?). Não justifica o alto preço, porém, porque existem outros leave-ins legais e baratos. E não, o Yamasterol não é um deles. Eu odeio Yamasterol, tem um cheiro horrível, me traz memórias olfativas muito ruins e o efeito que ele entrega no meu cabelo não é tão bom assim.

Leave-ins

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Também conhecidos como “creme para pentear sem enxágue”, os leave-ins são essenciais na vida de uma pessoa cacheada ou crespa. O leave-in, além de dar forma ao cabelo, protege dos danos da poluição, do clima, entre outras vantagens. Além do Milagre, que eu já falei que uso como leave-in, tenho esses três para mostrar. Novamente, o da Meu Cacho Minha Vida é o mais ruinzinho deles e também tem um cheiro ruim (que pelo menos não fica no cabelo igual o Yamasterol! eca). Ele é um bom creme apesar disso, mas entrega o mesmo resultado que o Diva de Cachos da Niely. O creme da Niely tem um cheiro melhorzinho que o da Lola, mas ainda assim não é um cheiro incrível não. Se você já usou algum produto da Niely Gold, sabe qual é o cheiro que estou falando. A coroa nessa categoria vai para o Casulão: além do preço incrível, 17 reais nesse pote de 950g (o pote menor é 10 reais, caso você queira testar primeiro), é o mais emoliente, o que deixa os cabelos mais macios e tem um cheiro maravilhoso. Eu já perdi a conta de quantos potes desses usei na minha vida.

Extra: óleos

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Para finalizar, os óleos. Muitos de vocês devem ter me perguntado onde entram os óleos nisso tudo. Aqui eu trouxe dois exemplos, infelizmente são poucos: os óleos naturais e os óleos sintéticos. Esse óleo sintético em específico, o Super Óleo 8 da Garnier Fructis, é bem aceitável. Mas num geral, prefira os óleos naturais. Ele serve para finalizar o cabelo e diminuir o frizz, mas não gosto de utilizá-lo com muita frequência.

O outro pote era de uma tinta Biocolor, mas o conteúdo é óleo de coco. Dizem que o óleo de coco é o rei da hidratação em tudo, e eu já cheguei a testá-lo de muitas formas. A que mais deu certo no meu cabelo foi a umectação: trata-se de besuntar o cabelo em óleo de coco e esquecer que você passou ali. Em alguns casos, as pessoas até optam por dormir deixando o óleo fazer efeito no cabelo. No dia seguinte, lava-se o cabelo com shampoo e condicionador. A outra forma que eu já cheguei a usá-lo foi enriquecendo uma máscara de nutrição baratinha. Também deu super certo. A terceira e última forma seria utilizá-lo como finalizador também, mas eu não gostei muito do óleo de coco especificamente para essa função.

Para finalizar, gostaria de enfatizar o que eu comentei no primeiro parágrafo desse post: de nada adianta você investir tanto em produtos se você não se disciplinar a usá-los sempre. Eu sei que parece óbvio isso, mas eu já fui daquelas pessoas que usava uma máscara de hidratação uma vez por mês e não entendia porque meu cabelo continuava ressecado. Aqui é rotina Espartana, bebê! Eu não chego a fazer o cronograma capilar porque eu cheguei a um ponto em que consigo olhar meu cabelo e perceber o que ele precisa, mas é necessário usar máscaras PELO MENOS duas vezes por semana em um cabelo cacheado virgem. Que dirá um cabelo cacheado com química!

Espero que meu post tenha ajudado vocês a cuidar melhor dos cabelos. Até mais!

Carol