Crônica: Da série, escrever porque brota d’alma – #LecaHaine

maquinaEscrever, escrever, escrever. Esquecer a chuva lá fora e tudo mais que vai aqui dentro, inclusive a tempestade de pedras. Não precisa ser inédito e nem perfeito. E nem ter estilo… Será que tenho? Escrever igual a Clarice, que era única, ou a Exupéry, doce feito favo de mel?

Queria ser grande, desde criança, para olhar o mundo de frente. E cresci olhando para as mazelas das pessoas e minhas próprias. De que adiantou se não posso mais nada, a não ser a longa espera do porvir?

Melhor ter ficado pequenina, agarrada à barra da saia de um adulto disponível qualquer. Queria bem mais do que o que vivo hoje,  e muito menos do que tudo o que passei, pois tudo é tão inoportuno nesse mundo de meu Deus.

Cursar faculdade, arrumar emprego, ter grana…Sonhos que todos sonham e que depois de um certo tempo, esquecem que sonharam e voltam a sonhar com algo novo. E eu, que faço com o que sonhei  e o que de novo posso esperar se só continuo a sonhar?

#LecaHaine

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Leca Haine

Leca Haine é jornalista e dedicou-se ao serviço público (comunicação) durante 30 anos em Brasília/DF. Após alguns cursos de roteiro para TV e cinema, além de trabalhos publicados via Web, optou pela narrativa contemporânea em seu romance de estreia, “A Torre”, onde descreve o crescimento humano das personagens de forma surpreendente e inovadora. Atualmente, escreve o último livro de uma série de quatro volumes dedicados ao público infanto-juvenil a serem lançados a partir de 2016.

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