Crônica: A Rosa – #LecaHaine

Como não ser feliz, sendo tão bela?rosaessared

Como simplesmente esquecer que é admirada por todos e por isso sofrer como todos os mortais? Impossível…

E o que dizer da morada que habita, coberta por um tapete verde de folhas submissas e uma janela para o mundo de quem passa pela rua?

Estamos falando da rosa, perfeita, etérea, eterna, a rainha dos desejos de cada um.

Estamos falando daquela que transmuta irritação em sorriso e cujo perfume traz as mais doces lembranças guardadas no passado.

Além de tudo, é cuidada por aqueles que têm o coração puro e que por isso mesmo são capazes de enxergar a beleza onde muitos não conseguem ver.

Como não ser feliz, já que é refrescada pela brisa e aquecida por um sol radiante todas as manhãs? E quando está entediada, cansada e murcha, se reconforta com um banho de orvalho noturno que a refresca e a deixa pronta para voltar a ser bela no dia seguinte?

É completamente inadmissível para a rosa, guardar uma gota sequer de rancor ou de mágoa, pois em suas pétalas moldadas à perfeição cabem apenas os sentimentos nobres emanados por aqueles que a observam.  A rosa é do sol e também da lua, de cada um que a mira, enfim.

Fica lá, intocável, plena e consciente do seu papel de dona do jardim cercado pelas grades protetoras de quem diz: A rosa é minha. E você pode admirá-la. Nada mais.

#LecaHaine

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Leca Haine

Leca Haine é jornalista e dedicou-se ao serviço público (comunicação) durante 30 anos em Brasília/DF. Após alguns cursos de roteiro para TV e cinema, além de trabalhos publicados via Web, optou pela narrativa contemporânea em seu romance de estreia, “A Torre”, onde descreve o crescimento humano das personagens de forma surpreendente e inovadora. Atualmente, escreve o último livro de uma série de quatro volumes dedicados ao público infanto-juvenil a serem lançados a partir de 2016.

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