Cinco livros escritos por mulheres que eu não posso deixar de ler em 2016 – #LeiaMulheres

Olá, pessoal! Antes de começar o post, queria convidar vocês a conhecer o projeto Leia Mulheres, presente na nossa atmosfera literária desde 2014. Eu pessoalmente nunca estabeleci metas para mim mesma relacionadas ao tema, por isso, tentarei introduzí-lo aos poucos e sem muita neura.
Quando se discute sobre o projeto Leia Mulheres, uma das frases mais ditas, inclusive pelas próprias mulheres, é “autores bons são autores bons independentemente do gênero, e eu não preciso favorecer mulheres em cima dos homens só por serem mulheres”. Mas, ao propor a todos que leiam mais mulheres, não estamos pedindo para que parem de ler homens. Queremos dar às mulheres a oportunidade que todos os homens sempre tiveram. As pessoas tendem a esquecer que a história do feminismo é muito recente: provavelmente suas avós e até mesmo sua mãe não tinha direitos básicos que você sempre teve, e é pensando nisso que incentivamos os trabalhos feitos por mulheres.
As minhas escolhas esse ano foram bem variadas: um YA, uma graphic novel, um livro distópico, um livro africano e um livro brasileiro.
  1. A Herdeira (Kiera Cass)

 A Herdeira (Kiera Cass)Sempre gostei de ler livros de fantasia e de princesas quando era mais nova. Essa saga A Seleção me dá uma sensação boa e nostálgica disso, embora eu obviamente esteja lendo sob os olhos de uma pessoa mais velha e fora do público-alvo. Comecei a ler A Herdeira no ano passado, mas não terminei e não sei dizer o porquê, mas sei que preciso retornar ao trabalho!
  1. The Essential Dykes to Watch Out For (Alison Bechdel)

The Essential Dykes To Watch Out For (Alison Bechdel) A Alison Bechdel é uma quadrinista fantástica. Conheci o trabalho dela graças a uma professora na UnB que recomendou o livro Fun Home. Comprei, devorei e logo em seguida li a continuação, Você é minha mãe?. Fiquei interessada para ler outros livros da autora e acabei descobrindo esse aqui, Dykes To Watch Out For, que é uma compilação de tirinhas publicadas em jornal. Esse livro não chegou a vir para o Brasil, o que é uma pena, mas uma colega de curso me emprestou e até hoje eu não devolvi.
  1. The Handmaid’s Tale (Margaret Atwood)

 The Handmaid's Tale (Margaret Atwood)Esse livro foi muito recomendado por uma amiga minha, e me interessou bastante por ser um livro distópico escrito por uma mulher. O gênero distopia, nos clássicos, é praticamente dominado por homens, o que faz essa iniciativa de apoiar e empoderar as mulheres absolutamente necessária. Este livro foi publicado no Brasil com o título O Conto da Aia, mas mantive o título original no post por querer lê-lo em inglês.
  1. Hibisco Roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)

 Hibisco Roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)Conheci a Chimamanda Ngozi Adichie pelo livro entitulado Sejamos Todos Feministas. Simples, curto, direto e de leitura obrigatória. Ainda não conheço sua obra literária shame on me, mas acredito que irei gostar de qualquer coisa dela que eu leia.
  1. A Torre (Leca Haine)

A Torre (Leca Haine)Esse aqui é quase uma menção honrosa na minha lista. Tive a sorte de poder participar do processo de produção desse livro, como a revisão, a diagramação e até mesmo a confecção da capa e do media kit. No entanto, passarei agora pelo momento mágico de poder lê-lo impresso, nas minhas mãos, abençoado e autografado pela autora. Leca Haine é colunista do blog e contribui, às terças-feiras, com suas crônicas inéditas.

 

Contem para mim os livros que vocês querem ler em 2016.

Feliz ano novo!

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Carolina Haine

22 anos, licenciada em Letras Inglês, designer e diagramadora de livros. Não vive sem o Evernote, uma caneca de chá e, claro, seus óculos de grau.

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