Porque eu amo o Evernote

Quando instalei o Evernote, em maio de 2011, ainda estava no 2º ano do ensino médio e não tinha meios de utilizá-lo como deve ser. Os alunos na minha escola não eram autorizados a usar aparelhos eletrônicos em sala, e acredito que seja assim em muitas escolas também. Por mais que, ao longo dos anos, algumas escolas tentem se modernizar com a falsa propaganda do “mundo digital”, a maioria vende essa imagem aos pais, mas deixa laboratórios abarrotados de equipamentos em desuso e aulas monótonas “à moda antiga”. Mas isso não vem ao caso.


Senhoras e senhores, eis o meu novo cérebro!

Voltei a usar o Evernote quando entrei na universidade, dividindo as disciplinas por cadernos. No meu curso, é imprescindível a leitura de muitos livros. Como eu nunca teria dinheiro nem espaço para tantos livros físicos, a solução é usar um tablet. Comprei um eReader e sou apaixonada por ele, mas alguns tipos de PDFs só são possíveis de ler no tablet, mesmo.

A grande vantagem do Evernote, para mim, era começar a editar uma nota no celular, passar para o tablet ou para o computador, e assim, manter as minhas informações sempre acessíveis. No entanto, no meu primeiro ano de UnB, muitos professores ainda tinham essa mentalidade medieval de controle dos corpos, e muitas das minhas anotações ainda eram feitas no papel.

Eu sempre fui uma pessoa muito dedicada ao uso de agendas físicas: comprava várias canetas coloridas, escrevia meus compromissos quase todo dia, dava check em todos bonitinho. No entanto, percebi que alguma coisa estava muito errada na minha organização quando comprei uma agenda em 2013, o ano em que entrei na UnB, e praticamente não a usei. Mas como assim? Até 2012, todas as minhas agendas eram abarrotadas de anotações! Era o papel perdendo para a nuvem.

Em 2014, a Vivo deu a todos os seus clientes um ano de licença grátis do Evernote Premium, e foi aí que eu conheci o aplicativo em sua totalidade. Graças a ele, agora posso acessar meus cadernos offline, recurso agora também disponível no Evernote Plus (uma assinatura bem mais em conta que a Premium). O Premium também dá direito a transformar suas notas em apresentações bonitas e funcionais. Acredito que seja bem útil em empresas. Já utilizei esse recurso, e é realmente muito mais prático que ficar fazendo slides no PowerPoint, mas honestamente não pagaria 80 reais por ano se posso pagar 40 num serviço que atende todas as minhas necessidades básicas.

Para quem não é Evernote freak como eu, a conta gratuita dá conta de muitas coisas: os 600 MB de uploads mensais são bem razoáveis e, ao contrário do que eu pensava, dá para criar cadernos compartilhados. Aqui tem um quadro comparativo com os três níveis do Evernote e todas as suas funções.

Você deve estar se perguntando o que o Evernote tem de diferente de outros aplicativos de notas. Pois bem, existe um aplicativo web chamado Evernote Web Clipper que permite ao usuário salvar e catalogar páginas web em seus cadernos para acessar quando quiser. Você pode guardar receitas, tutoriais, textos gigantes para ler depois, guias que precisam ser frequentemente consultados, entre várias outras coisas. O Evernote também é extremamente amigável para ser usado com a metodologia de produtividade GTD. Existem vários tutoriais na internet, livros e workshops que mostram como é possível ser produtivo seguindo esse método, então não vou me estender aqui, mas a Thais Godinho fez um guia sensacional e completíssimo sobre como usar essa ferramenta para seu dia a dia render mais.

Como o Evernote me conquistou de vez pela assinatura Premium, pensei em assiná-la por mais um ano, mas o meu orçamento de estudante é bem apertado. Optei, então, pela assinatura do Evernote Plus. Quando fui fazer a compra, os preços estavam em dólar (veja bem, 25 dólares do site americano versus 40 reais do site brasileiro. Ai, minhas dilmas!). Mandei um email para o suporte informando o problema, já que muitas outras pessoas viam o preço em real normalmente. A equipe foi super educada, me pediu desculpas pelo erro e arrumaram num prazo de 2 dias. É muito amor! Recomendo demais.

Comentem aqui o que acharam do Evernote, se já conheciam, se usam outro aplicativo para produtividade… Vou adorar ouvir suas sugestões. 🙂

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Carolina Haine

22 anos, licenciada em Letras Inglês, designer e diagramadora de livros. Não vive sem o Evernote, uma caneca de chá e, claro, seus óculos de grau.

3 Comments

  1. Peguei o Evernote Premium pela Vivo, também, mas nunca usei assim como você. Na verdade, não usei adequadamente porque não sabia usar e porque sou meio old school em relação a anotar coisas no celular. Anoto nas notas, aquela amarela horrível, mas são coisas simples. Vou tentar voltar a usar o Evernote depois de ler seu post! Beijos, miga.

    • Miga, Evernote é t u d o! O chat no aplicativo web é muito melhor que o Whatsapp Web ou o chat do Facebook. Além disso, é sempre bom deixar de acumular papel. Qualquer dia te mostro como uso o meu, é praticamente meu segundo cérebro mesmo. hahaha

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