Resumo: O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

AVISO: esse post contém spoilers.

Image

Créditos da imagem: bookslooks

Seguindo com a minha proposta de postar o meu trabalho, eis um pequeno resumo da obra. Tive de revelar detalhes do enredo essenciais à análise, por isso o aviso de spoiler no início do post.

A história começa em um dia ensolarado no estúdio do pintor Basil Hallward, que recebeu a visita de seu amigo Lord Henry Wotton, também conhecido como Harry. Em um momento de descuido, o artista revela seu objeto de devoção, Dorian Gray. Interessado pelo rapaz, Wotton aproxima-se dele e o incentiva a valorizar sua própria beleza.

Dorian, intrigado com os ideais hedonistas de Harry, é retratado com perfeição por seu amigo Basil. Fascinado com a própria imagem, roga um pedido: que seu quadro envelhecesse, mas sua aparência permanecesse sempre jovem, sem estar ciente das consequências de seu ato. Basil mostra-se bastante enciumado com o interesse de Lord Henry em Dorian Gray, mas sua opinião não é levada em consideração por nenhum dos dois.

Em uma noite, acatando os conselhos de Harry para descobrir os prazeres da vida, Dorian vai parar em um teatro barato. O palco, as instalações e a atuação do local eram medíocres, no entanto, o rapaz logo se apaixona pela protagonista das peças: Sybil Vane. A moça de dezessete anos era bonita, delicada e de brilhante atuação. Dorian passou a cortejá-la e a visitá-la quase todas as noites, que o chamava de Príncipe Encantado. Animado com a proposta de casamento, Gray convida seus amigos a assistirem uma das peças de Sybil Vane, que de repente passa a atuar muito mal. O rapaz se frustra e, envergonhado diante dos amigos, vai conversar com a garota. Vane argumenta que não sente mais interesse em atuar desde que descobrira o amor. Dorian a reprova e braveja que não voltará a procurá-la, ignorando suas súplicas de perdão.

No dia seguinte, descobre-se que Sybil Vane se matou no próprio camarim ingerindo veneno. Basil se encarrega de avisar a Dorian o ocorrido, que havia se arrependido do que fizera e pretendia consertar a situação. Desamparado, recebe a visita de Lord Henry, que o incentiva a esquecer a tragédia muito rápido. Seu quadro começa a sofrer as primeiras alterações, mostrando crueldade em suas feições angelicais.

Basil, que até então havia se recusado a expor o retrato com medo de expor seus próprios sentimentos, muda de ideia e pergunta a Dorian se pode pegá-lo emprestado. O rapaz recusa o pedido e busca evitar o assunto ao máximo. O pintor, contrariado, decide confessar seus motivos os quais necessita do quadro como necessita ao próprio Dorian. Acaba revelando sua adoração e o motivo de seu ciúme. Dorian não corresponde ao sentimento, mas sente como se muita coisa fizesse sentido a partir daquela estranha confissão.

Com o tempo, o aspecto sempre jovial de Dorian Gray causa rebuliço na cidade, assim como seus atos imorais. Lord Henry o introduz a um livro que o deixa sedento por explorar cada vício e cada prazer que pudesse ser oferecido. Absorto em seus pensamentos, Gray passa a frequentar ambientes obscuros e a ter contato com pessoas de índole duvidosa.

Próximo ao seu aniversário de trinta e dois anos, Dorian é reconhecido por Basil nas ruas, que estava se preparando para uma exposição em Paris. O pintor questiona se os boatos terríveis que circulavam pelas ruas a respeito do rapaz eram verdadeiros. Indiferente ao escândalo, Dorian Gray decide mostrar a Basil o real motivo de manter a aparência jovial e o leva ao aposento em que reside o quadro e, num ímpeto de ódio, crava uma faca na nuca daquele que um dia fora seu amigo.

Com problemas para esconder o corpo, Gray entra em contato com Alan Campbell, um químico que o teme e provavelmente fora seu amigo, e o persuade a ajudá-lo a desintegrar o cadáver. Contrariado, Campbell o ajuda, mas se sente tão perturbado que mais tarde acaba se matando. Utilizando-se do álibi de que Basil pegaria o trem ao meio dia, Dorian se livra de mais um problema.

Arrependido dos pecados que cometera, Dorian Gray entra em contato com seu velho amigo, Henry Wotton, e anuncia que pretende mudar. Harry não o incentiva, por acreditar que o comportamento inconsequente é apenas um reflexo da vida urbana. Dorian o ignora e, disposto a mudar, chega a cortejar uma moça chamada Hetty Merton enquanto estivera no campo. Acreditava que sua nova paixão fosse trazer os traços delicados de volta ao quadro, mas quando se deparou com ele, encontrou a mais podre figura, e agora, repleta de hipocrisia em seu sorriso. Com a mesma faca que matou o pintor, decide matar a pintura. Com um rasgo vertical, Dorian se mata ao atingir o quadro.

Os criados arrombaram a porta do aposento, e então, encontraram um quadro intacto na parede, com um jovem belo e formoso, e um velho repugnante morto no chão com uma faca cravada no peito.

Referências bibliográficas

WILDE, Oscar. The uncensored picture of Dorian Gray. Londres: Belknap Harvard Press, 2012.

 WILDE, Oscar. The Picture of Dorian Gray. In: The Complete Illustrated Works of Oscar Wilde. Londres: Bounty Books, 2004.

 WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Trad. José Eduardo Ribeiro Moretzsohn. São Paulo: Editora Abril, 2010.

Comments

comments

Carolina Haine

22 anos, licenciada em Letras Inglês, designer e diagramadora de livros. Não vive sem o Evernote, uma caneca de chá e, claro, seus óculos de grau.