Como eu fiz para ter cachos tão bonitos

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Olá, pessoas! Hoje vim falar sobre um dos assuntos que mais me emociona e que tenho orgulho de falar: cabelos cacheados e crespos. Quem me conhece, sabe que essa minha cabeleira nem sempre foi bem vista e que já fui alvo de várias piadas preconceituosas. Felizmente, uma das perguntas que tenho escutado ultimamente é: “Como você faz para ter o cabelo tão bonito?”. E é justamente por isso que estou aqui, nesse blog abandonado, para dizer o que funcionou para mim.

  1. Aprenda a amar seu cabelo do jeito que ele é

    Eu, mais que ninguém, posso falar que não adianta nada investir rios de dinheiro em produtos para cabelo se você não está feliz com o que ele é. É preciso, antes de tudo, trabalhar na sua autoestima. Antes, a representatividade era um problema, porque só se via garotas com cabelo liso (muitas vezes, aquela sua colega era cacheada e você nem sabia, porque ela alisava desde sempre). Hoje temos várias mulheres lindas e empoderadas desfilando com cachos de todos os tamanhos, tipos e formas. Busque sua inspiração! :)

  2. Uma rotina espartana de cuidados

    Esqueça aquela história de “lavar com shampoo e condicionador, hidratar uma vez por semana”. Talvez isso funcione para quem tem o cabelo muito liso e muito oleoso. Para a maioria das mulheres, o cuidado deve ser intensificado. Eu, por exemplo, não lavo o cabelo se não usar nenhum tipo de produto de tratamento. Quando estou com pressa, uso uma máscara de hidratação simples, mas não deixo de usar. Não preciso nem dizer que deixar de usar creme de pentear (leave-in) é um pecado, né?

  3. Aprenda a investir nos produtos certos

    Um dos assuntos para cabelo mais comentados na internet é o tal do “cronograma capilar”, que revolucionou a forma como cuidamos dos nossos cabelos. Antes, eu achava que toda máscara de hidratação era “igual” e não sabia como usá-las. Resultado: várias máscaras caras encostadas no box do banheiro sem usar, afinal, eu não via resultado nelas. É muito melhor gastar mais barato num produto que atenda as suas necessidades do que investir em coisas “da moda” que podem não funcionar para você. Pesquisa é fundamental.

Post bem curtinho, eu sei, mas essas foram as principais coisas que aprendi nos últimos 3 anos e que me ajudaram muito. Espero que ajude vocês também!

TAG: Louca por Batons

Olá, pessoas!
Hoje eu vim fazer, em formato de post, uma tag que já circula na internet há um tempão, “Louca por Batons”. A Camila Coelho criou a tag em forma de vídeo, mas como qualquer pessoa pode responder, pensei em postá-la aqui, mesmo que em formato de texto. :)

Eu guardo os meus bonitinhos nesse acrílico. Um dos batons citados, por ser líquido, está na cestinha de trás, onde eu deixo alguns pincéis e lápis de olho. Eu tenho bem poucos itens de maquiagem, tanto que a única coisa que estou sempre usando e comprando são os batons.

Eis as perguntas da tag:

  1. Quantos batons você tem na sua coleção?

17 batons, mas não uso nem metade deles. Precisando tomar coragem para fazer uma limpa.

  1. Com quantos anos você começou a usar?

Existem fotos minhas toda suja com os batons da minha mãe quando eu tinha 2 anos. Mas de usar constantemente e levar a sério, acho que desde os 16 ou 17 anos.

  1. Um batom que você não vive sem?

Qualquer batom vermelho. Hahaha Durante anos, esse posto foi ocupado pelo Amour da Panvel, mas ele acabou. Meu novo batom “basiquinho” é o Ruby Woo da MAC.

  1. Um batom para ARRASAR!?

Keep up the Flame, da linha SuperStay 24h da Maybelline. Eu não uso muito, só em ocasiões especiais, então por isso acho que ele seja meu batom de arrasar.

  1. Qual foi o último batom que você comprou?

O batom da Dita Von Teese para a MAC. Já estou apaixonada por ele.

  1. Um batom que você arrependeu de ter comprado.

Pink Fluo Matte da Koloss. Não é fluor, não é matte, não é porcaria nenhuma. Dinheiro super mal gasto.

  1. O seu batom “queridinho” do momento?

Acho que todos???? Mas se é pra escolher um, o Candy Yum Yum da MAC. Não é uma cor que eu use sempre, foi mais uma vontade do momento.

  1. O seu batom mais CARO e o mais BARATO?

Os mais caros são os da MAC (73 reais), e o mais barato é o True Red da Panvel (paguei 7 reais).

  1. Um batom “Desejo” do momento?

Relentlessly Red da MAC.

  1. Você gosta, ama ou é Viciada por batons?

Eu amo batons. Acho que eu gosto mais de batons que a maioria das pessoas, mas não sou viciada. Saio de casa sem nada muitas vezes.

  1. Mande um beijo para uma pessoa especial, e diga qual batom combina ou que te faz lembrar ela(e)?

Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, minha grande amiga para assuntos de moda e beleza. Eu me lembro dela toda vez que uso o Pisca Alerta, da linha Color Sensational da Maybelline.

Batons citados em ordem:
Pink Fluo Matte (Koloss), Candy Yum Yum (MAC), Ruby Woo (MAC), Dita Von Teese (MAC), Pisca Alerta (Maybelline), True Red (Panvel) e Keep up the Flame (Maybelline).

Espero que tenham gostado! :)

A tal da autoaceitação e formas de chegar a ela

Oi pessoal! Quanto tempo, né? Peço desculpas por todo esse tempo sem post, mas tive uns problemas com o computador seguidos de uma viagem. Já adianto também que a frequência de posts nesse blog irá cair com a volta às aulas e ao trabalho.

O assunto de hoje é um tanto delicado, mas acho que sou uma pessoa adequada para falar sobre ele. Essa autoaceitação é um conceito o qual nos é introduzido desde muito cedo, mas muitas vezes leva-se uma vida inteira para alcançá-lo. Ou nunca o alcançamos.

Eu sou uma pessoa bem nova (vá, gente, eu faço vinte anos em maio!) e essa tal autoaceitação começou a surgir na minha vida entre os meus dezessete e dezoito. Trata-se de um processo recente e que não está, como posso dizer, nos trinques. Ainda existem muitos dias que eu tenho vontade de desaparecer por me sentir incapaz, feia, dispensável, entre outros adjetivos nada legais. Mas existe um comportamento negativo de pessoas inseguras que eu tenho orgulho de ter eliminado da minha vida: PARAR DE SE IMPORTAR COM O QUE OS OUTROS PENSAM.

Durante muitos anos, isso podou a minha vida de maneiras estratosféricas. Muitas “amizades” que eu tive foram extremamente tóxicas para mim. Essas pessoas, mesmo hoje em dia, não devem se dar conta disso, e portanto, guardam apenas os momentos bons que passamos. No entanto, elas riam de mim pelos meus cabelos cacheados, os vestidos rodados que eu gosto, o batom vermelho, dentre vários itens que hoje são vistos como legais, descolados, bonitos. Muitas vezes, diziam que achavam várias coisas que eu gostava ridículas. E eu nunca tentei me impor: ficava calada, mudava meu comportamento, tentava me encaixar naqueles padrões e ficava por isso mesmo. Não tenho saudades da minha adolescência.

Eu fui uma criança que se destacava bastante pela sede de aprender e a imaginação sem limites. Somente essas duas coisas já me deixavam muito feliz e eu era capaz de me divertir sozinha na minha mente. Não tinha problemas para falar em público nem para lidar com pessoas, mas sabia muito bem aproveitar a minha própria companhia. Uma criança assim parece pronta para a vida, certo? Bom, até poderia ser. Quando entrei na quarta série, algo tinha mudado completamente nos meus colegas e no tratamento que a gente recebia.

Do nada, as pessoas decidiram que não éramos mais crianças, éramos “pré-adolescentes”. Só que tem um pequeno detalhe: eu sempre fui um ano mais nova que o resto da minha turma. Desde então, minha vida na escola começou a virar um inferno. “Nós somos pré-adolescentes, mas a Carol ainda é criança”. “Você não pode brincar com a gente ou falar sobre esses assuntos porque é muito nova.” E esse tipo de piada continuou por muitos anos, até as pessoas perceberem que eu estava conquistando coisas mais cedo que elas. Hoje os comentários são mais “mas você vai se formar com vinte anos? Que inveja”. Ainda bem que o mundo gira, não é mesmo?

Estou escrevendo esse texto porque suponho que muitas pessoas irão se identificar comigo. Queria que minhas palavras chegassem ao máximo de pessoas que estão passando por essa fase. Não são só adolescentes que têm problemas de autoaceitação, e tratar isso como “um drama que vai passar” é uma das piores coisas que alguém pode fazer.

Por fim, eu gostaria de dar algumas dicas que acredito serem úteis:

  • Você não é obrigado(a) a se manter em amizades tóxicas. Mudar de escola, de turma, de grupo de amigos não significa arregar, nem dar as costas para o problema. Se os seus colegas não te deixam em paz, afaste-se! Se afastando, você terá uma visão mais clara das coisas e poderá tomar a atitude necessária.
  • Não deixe que ninguém diga o que você deve vestir, quais músicas deve ouvir, como deve cuidar do seu cabelo, etc. TODAS OS TIPOS DE CORPO E TODOS OS TONS DE PELE PODEM USAR O QUE QUISEREM. Não existe isso de “gordinhas não podem x”, “negras não podem y”. Podem sim! O que não pode é ser machista, racista, homofóbico, gordofóbico, ou qualquer outro tipo de preconceituoso.
  • É muito difícil para a gente acreditar nisso, mas muitas vezes, uma pessoa que quer nos atingir tem inveja da gente. Eu lembro que, quando descobri isso, comecei a agir com extrema grosseria para me defender. Não foi a melhor tática da vida e não vou recomendar para você, mas saiba usar isso a seu favor.

Espero que todos se sintam, de alguma forma, motivados ao ler esse texto. Deu bastante trabalho colocar tantos sentimentos num post de blog. Quem quiser conversar comigo sobre isso, sinta-se livre em me mandar mensagem no Facebook ou mesmo um e-mail. Até mais!

Crônica: Minhas horas – #LecaHaine

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Foto: Pixabay.com

 Acompanhar o mundo e o tempo de uma forma que todos acompanham. Essa é uma questão delicada. Difícil explicar que algumas pessoas veem o mundo em cores diferentes da paleta da maioria dos demais. Também é muito difícil explicar que muitas vezes o ar é irrespirável, apenas serve para encher os pulmões e assim manter uma vida morna. Decididamente, não se trata do mesmo ar daqueles que veem um novo amanhecer cheio de oportunidades a cada dia.

Maravilhoso seria se pudéssemos escolher o nosso próprio relógio. É claro que não o aparelho que se coloca no pulso ou na parede que todos conhecem, mas um relógio único e absoluto que medisse o tempo da forma que a pessoa desejasse. O meu teria uma manhã muito mais longa, com espaço para muitas xícaras de café até me despertar totalmente. E também um sol claro, mas tão claro que daria vontade de ficar debaixo dele apenas pensando na vida. O almoço seria mais lento, com direito a uma boa rede depois. O período da tarde, esse eu mataria na unha, ou melhor, nos ponteiros, pois andariam tão rápido quanto um bando de lebres famintas.

Depois do jantar, horas a fio de muito tempo para ler tudo o que eu quisesse. Podia ser o panfleto da caixa do correio, as notícias do dia na internet, o livro que o amigo presenteou no Natal, a revista de decoração preferida. Depois, muitas xícaras de chá adoçado com mel antes de um bom filme, porque ninguém é de ferro.

Dormir dependeria do dia, ou melhor, da noite.  O relógio teria que ser ajustado de acordo com o humor e com o clima. Noites chuvosas  teriam que ter um sono bem longo, com alguns rápidos despertar apenas para ouvir o barulhinho no telhado. Também deveriam ser longas as noites frescas, ao lado dos melhores amigos.  Já os compromissos sociais chatos, que a gente vai porque não saber dizer não, haveriam de ter noites bem rápidas, assim como aquelas  que antecedem um compromisso legal no dia seguinte. Também quereria uma noite mais curta caso pudesse  caminhar na  areia fresca da praia no dia seguinte.

Lendo esse texto, alguém pode pensar: E o trabalho, não se trabalharia?  Bem… claro que o relógio dependeria do trabalho de cada um, pois trabalho é igual a chapéu, cada um tem o seu e gosta ou não gosta.

O certo é que meu relógio teria um comportamento um tanto quanto irregular, como irregulares também somos muitos de nós: Ser ou não ser? Fazer ou não fazer? Ir ou não ir? Sei lá…entende?

#LecaHaine

Top 4 – Séries Recomendadas

Hey galera! Então, com o fim das nossas queridas férias se aproximando tão rapidamente, achei que seria legal recomendar algumas das minhas séries preferidas. Ainda que elas sejam bem diferentes, elas são todas do mesmo gênero: dramédia familiar – o que significa que vai ter muito drama, muita risada e personagens geniais.

The Fosters foi a ultima adição a minha coleção de dramédias familiares assistidas e chegou roubando meu coração. Primeiramente porque tem muita representatividade! Um casal de lésbicas – uma mulher branca e uma afro-americana – com uma família de filhos adotivos e biológicos, decidem dar lar temporário para uma garota que parece problemática e seu irmão menor. O filho biológico é um pianista muito gentil e fofinho. As primeiras crianças que eles adotaram são gêmeos latinos super divertidos. A série é focada no quanto a vida das crianças que estão no sistema é dificil. Está voltando com a terceira temporada semana que vem!

Switched at Birth é outra série cheia de representatividade. Personagens femininas super fodas, boa parte do elenco sendo surda e vários latinos também. Conta a história de duas famílias que descobrem ter levado pra casa o bebê errado – dezesseis anos após o nascimento! Então, eles decidem viver juntos para que todos possam se conhecer melhor. Ainda que no início a história seja um pouco superficial, com o desenvolver ela passa a abordar temas muito mais complexos – como o processo de luto e até mesmo estupro. A quinta temporada começa – finalmente – esse ano.

E aí tem Parenthood. O que dizer sobre Parenthood? Bom, é uma série que foi criada com o único intuito de te fazer chorar. Muito mesmo. Gira em turno do clã Braverman e que família <3 Eles são personagens SUPER carismáticos. Tem MUITO drama – drama hardcore aka câncer de mama e síndrome de asperger – mas é ao mesmo tempo muito divertida e ótima de assistir. Acabou no ano passado com a sexta temporada mais emocionante da vida. Sempre dá aquela vontadinha de reassistir – e eu geralmente faço isso mesmo!

Por último, minha preferida, Gilmore Girls. Gilmore Girls é a série mais espirituosa, dinâmica e divertida que eu já assisti. Sem a menor dúvida. Gira em torno da independente Lorelai Gilmore e sua filha genial Rory Gilmore. A família Gilmore inteira – Sr. e Sra. Gilmore incluídos – é uma obra de arte. Stars Hollow, a cidade delas, é muito especial. Todos os personagens são engraçados e excêntricos e possuem ao mesmo tempo uma profundidade impressionante. Além disso, é uma ótima chance de ver o Sr. Jared Padalecki antes dele virar o gigantesco gostosão aka Sam Winchester de Supernatural. Terminou depois de sete temporadas sensacionais e o Netflix prometeu trazer um episódio especial de 2 horas. WHAT!

Todas as séries estão no catálogo americano do Netflix e eu trouxe um tutorial super fácil de como acessar esse catálogo e ainda acrescentar legendas em português. Já assistiu alguma das séries? O que achou da recomendação?

Crônica : Eu e minhas entranhas – #LecaHaine

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Foto: https://pixabay.com/

Viver dói nas entranhas. À vezes dói fígado, rim, estômago. Dói por dentro do coração e a gente não sabe se vai ou se fica. Apenas fica sentindo aquela dorzinha fraquinha e fininha que enche a barriga sem que agente saiba o porquê daquilo estar doendo.

O que seria se não me chega nenhum problema agora? Talvez tristeza desse mundo ou de outro? Talvez um amor largado à beira da vida, desses que foram infinitos enquanto duraram?

Essas dores são assim. Doem até quando querem. Não tem hora e nem lugar, tampouco dizem quando vão embora. Apenas se apoderam de nós e ficam instaladas por muito ou pouco tempo. Às vezes, nos fazem passar vergonha porque queremos estar no escuro do quarto, quietinhos, enquanto todo mundo quer se divertir.

E o pior é que quando saem, vão embora sem nem mesmo se despedir. Apenas você amanhece e vê que não tem nada doendo. Então recomeça a viver até que um belo dia, do nada, lá vem a dor doer de novo.

É pegar ou largar, viver ou não viver. E temos que viver porque a vida não espera a gente ficar pensando se vive ou não vive. Tem que levantar da cama e fazer o que tem que ser feito, dizer as palavras apropriadas e sorrir na medida certa. Só isso. Depois, pode voltar para casa à noite e começar tudo de novo.

O ônibus chega e mal buzina e já é hora de entrar e de seguir adiante. Ele vem apinhado de gente fazendo a mesma coisa: vivendo do jeito que dá, com as barrigas cheiras de dores doendo devagar.

Tem uns felizardos que nunca tem essas dores, mas são raros. Eles não têm dores por dentro, nem de amores e nem de nada que deixaram para trás. Nem mesmo saudades das boas lembranças. E seguem no ônibus da vida sem reclamar e sem doer. Acredito que sem nem mesmo viver, porque viver dói.

 

 

#12meses12coisas: 12 filmes que recomendo

O post a seguir faz parte da blogagem coletiva #12meses12coisas.

As Horas (2002)

O filme baseia-se no livro de Michael Cunningham, que, por sua vez, se inspirou no romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. O enredo conta a história de três mulheres que vivem e épocas e em locais diferentes, Virginia Woolf (Nicole Kidman), vive Laura Brown (Julianne Moore) e Clarissa Vaughn (Meryl Streep), mas que carregam consigo sentimentos muito parecidos de angústia e insatisfação. É um filme inovador, que a princípio nos confunde, mas com o desenrolar da história é muito gostoso descobrir o que o autor ( roteirista) quis dizer. Muito bom!

O leitor (2008)

Conta a história do adolescente Michael Berg (David Kross) , de 15 anos, que se relaciona amorosamente com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher mais velha e analfabeta. Esse fato, que para ela é uma vergonha, é muito bem conduzido na história, onde, mais tarde, quem sente vergonha é o próprio Michel, já adulto, que decide manter em segredo o relacionamento que manteve durante meses com Hanna. É um filme delicado e sutil, que nos leva a pensar.

Edward Mãos de Tesoura ( 1991)

lírico e ao mesmo tempo denso, fortemente baseado numa fantasia, porém, com reações humanas muito reais. É uma linguagem inovadora e própria dos que tem sentimentos a ofertar e se identificam com Edward, a criação de um cientista que o fez com tesouras no lugar das mãos. Diferente do que seria mais lógico acontecer, Edward é hostilizado não pelas tesouras, mas pelo coração puro e doce que possui. Excelentes atuações de Peg Boggs (Dianne Wiest), uma vendedora da Avon que acidentalmente descobre Edward (Johnny Depp). O filme é inesquecível.

Que Horas Ela Volta? (2015)

um filme nacional de primeira linha. Os diálogos, a principio sem qualquer inovação, falam de um mundo que só as empregadas domésticas conhecem. É um ambiente onde comer o sorvete dos patrões ou entrar na piscina, ainda que raramente, é algo inadmissível, embora a patroa a “considerasse” alguém da família. Regina Casé e Camila Márdila estão ótimas em seus papeis, assim como todo o elenco.

As Sufragistas (2015)

Como criar o filho e cuidar da casa e do marido tendo que trabalhar horas a fio, sem qualquer direito trabalhista? Esse é o pano de fundo das Sufragistas, que no início do século 20 decidem dar um basta a décadas de manifestações pacíficas querendo o direito de votar no Reino Unido, sem qualquer sucesso. Mesmo sem apoio das próprias mulheres, um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts, interpretada pela atriz Carey Mulligan, sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas depois que é presa e tida como uma das militantes do movimento. O filme é muito bom.

A Vida é Bela (1999)

É um filme poético, apesar do cenário de horror num campo de concentração nazista, onde um pai decide manter a inocência e a esperança de seu filho. As mortes e a violência ao redor recebem uma interpretação toda especial do pai, interpretado por Roberto Benigni a fim de que seu filho não sofra. Apesar do final triste, o expectador fica com a impressão de que, caso queira, a vida realmente pode ser bela, ainda que apenas por alguns momentos.

À Procura da Felicidade (2007)

Após ser abandonado pela esposa, Chris Gardner (Will Smith) é obrigado a cuidar sozinho do filho de cinco anos, enfrentando sérios problemas financeiros. Apesar de ter que apelar para a ajuda social disponível, ele consegue dormir e comer de graça juntamente com o garoto e assim lutar por uma vaga de estagiário numa grande empresa, o que culminará, mais tarde, com um bom salário e um emprego definitivo. O maior problema é que eles não tem como se manter até que a situação melhore e a única coisa que os une é o amor e a esperança de um amanhã melhor. Nota dez!

Kramer X Kramer (1978)

Conta a história de um casal com pensamentos diferentes. Ele só pensa em trabalho. Ela não suporta mais o papel de mãe/esposa. Ted Kramer é o típico homem dos anos 70 que vive para o seu trabalho. Joanna por sua vez, uma dona de casa entediada com sua vida “morna”. Certo dia, Joanna resolve sair de casa e deixar sua vida e filho para trás. Cabe a Ted criar de verdade o filho que ele nunca havia criado, pois nunca se envolvia com os problemas relativos ao garoto. Após conquista a plateia e o filho como senod um bom pai, o filme passa por uma reviravolta quando Joanna retorna e quer a guarda do filho. Começa aí, no tribunal, a luta pela guarda do filho no caso Kramer X Kramer. Uma lição de atuação com os atores inigualáveis a Dustin Hoffman e Meryl Streep. Ótimas atuações e roteiro.

Central do Brasil (1998)

É um filme nacional onde Fernanda Montenegro (Dora) brilha mais uma vez interpretando uma mulher com comportamento dúbio que oscila da indiferença ao amor. Com pena do garoto órfão Josué (Vinícius de Oliveira), Dora decide ajudá-lo e levá-lo até seu pai, que mora no sertão nordestino. No meio desta viagem pelo Brasil eles encontram obstáculos e descobertas enquanto o filme revela como é a vida de pessoas que migram pelo país na tentativa de conseguir melhor qualidade de vida ou poder encontrar seus parentes deixados para trás. Uma grande história!

Beleza Americana (2000)

Em princípio é uma história simples da classe média norte americana, só diálogos muito bem escritos e fundamentados, aliados à excelente atuação do ator Kevin Spacey mostra o quanto a sociedade é sórdida e falsa, baseada em valores morais que dificilmente são seguidos pelas pessoas que gostam de apontar os erros dos outros. Muito bom, vale a pena assistir para poder pensar a respeito do que vivemos hoje em dia frente ao mundo das rede sociais.

Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994)

O filme conta uma história ao longo de 40 anos nos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções em tudo o que faz. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran. Apesar d e longo, o filme não cansa devido às doces nuances paresentadas pela personagem brilhantemente interpretada por Hanks. A impressão que se tem é que ninguém mais poderia ter feito esse filme. Maravilhoso!

Amor (2013)

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados que foram bastante unidos ao longo da vida. São apaixonados por música e livros e vivem em um amplo apartamento. O problema começa quando ela desenvolve uma doença que não é informada durante o filme, mas que pelos sintomas trata-se da Doença de Alzheimer, uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo. Apesar de terem uma filha que é musicista, Georges não conta com a ajuda de ninguém para cuidar da esposa, que ele vê caminhar cada vez mais para o sofrimento e desespero de uma doença que requer muitos cuidados e paciência. Ele prossegue cuidando dela até o fim, quando ocorre algo, a princípio chocante, mas que foi acordado com a esposa muito antes. É um excelente filme, que nos leva a refletir sobre o fim de nossas vidas.